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Hack da Ledger chega perto de US$ 90 milhões e Tether congela USDT

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Suspeita de roubos em carteiras Ledger se aproxima de US$ 90 milhões, segundo investigadores. A Tether congelou USDT ligado ao caso, enquanto a fabricante apura a atuação de um revendedor autorizado.

O hack da Ledger ainda é cercado de dúvidas, mas os números já impressionam. Segundo a CryptoSlate, investigadores de blockchain estimam que os furtos suspeitos se aproximam de US$ 90 milhões, e a Tether passou a congelar USDT associado ao episódio.

Em comunicado de 9 de outubro, a fabricante de hardware wallets disse apurar relatos de clientes que perderam fundos após comprar aparelhos da CryptoBilis, revendedora autorizada que atua no Sudeste Asiático.

O que a Ledger fez após o hack da Ledger vir à tona

Por precaução, a empresa pediu que a distribuidora suspendesse imediatamente vendas e envios enquanto a investigação continua. A CryptoBilis consta no diretório oficial de revendedores da Ledger para Malásia, Indonésia e Filipinas.

📦 Quem comprou e não configurou

Clientes da CryptoBilis nos últimos 90 dias não devem inicializar o aparelho se ainda não concluíram a configuração.

🔐 Quem já configurou

A Ledger sugere avaliar a transferência dos ativos para um novo aparelho, iniciado com uma frase de recuperação nova.

Hipóteses e reações no mercado

Changpeng Zhao, fundador da Binance, alertou usuários a terem cautela, sobretudo quem comprou Ledger recentemente. Para ele, “com base nas informações até agora, parece ser um ataque à cadeia de suprimentos localizado em um fornecedor”. Zhao também pediu cooperação do setor para rastrear e recuperar os fundos.

Já Mark Karpelès, ex-CEO da Mt. Gox, investiga se componentes maliciosos foram inseridos nos aparelhos. Ele pediu à CryptoBilis que abra carteiras não vendidas para inspecionar as placas internas.

A documentação da Ledger reconhece que o Genuine Check verifica o Secure Element, mas pode não identificar alterações físicas em outras partes do hardware se o chip original estiver intacto. Ainda assim, não há evidência confirmada de que implantes causaram os roubos, e a empresa não informou quantos aparelhos foram afetados nem a causa.

Tether congela USDT, mas recuperação é incerta

O USDT permite bloqueio administrativo de endereços, o que impede movimentações comuns. Mas a Tether não congela Bitcoin ou Ethereum nativos, e o congelamento não devolve automaticamente os tokens aos donos. A MistTrack não revelou o valor bloqueado.

Como os investigadores chegaram ao valor

O investigador on-chain Specter identificou fluxos de centenas de carteiras de supostas vítimas para endereços em Bitcoin, Ethereum e Tron. A estimativa inicial passava de US$ 86 milhões; depois, a MistTrack indicou perdas perto de US$ 90 milhões.

Esses números não foram verificados de forma independente, e não está estabelecido que todas as carteiras tenham sido comprometidas na mesma operação.

O que isso significa para quem investe no Brasil

A fonte aponta que o caso se concentra em um revendedor do Sudeste Asiático e não cita brasileiros afetados. Ainda assim, o episódio reforça a importância de conferir a procedência de qualquer hardware wallet antes de usá-la.

Leia também: guia completo de criptomoedas.

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Analista de suporte técnico da KriptoBR. Atende diariamente usuários de carteiras de hardware — configuração, recuperação de frase semente e boas práticas de autocustódia.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
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Nicolas Maia
Analista de suporte técnico da KriptoBR. Atende diariamente usuários de carteiras de hardware — configuração, recuperação de frase semente e boas práticas de autocustódia.

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