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Aave e Compound reagem ao hack de US$ 290 mi no Kelp DAO

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Os dois maiores protocolos de finanças descentralizadas do mercado apresentaram um plano técnico coordenado para conter os efeitos do exploit que drenou cerca de US$ 290 milhões do Kelp DAO.

Aave e Compound, dois dos protocolos de empréstimo descentralizado mais utilizados no ecossistema cripto, divulgaram nesta semana um conjunto de medidas técnicas para lidar com as consequências do hack ao Kelp DAO. O ataque, que resultou em perdas estimadas em aproximadamente US$ 290 milhões, afetou diretamente a integridade dos tokens rsETH — versão de staking líquido emitida pelo protocolo —, que passaram a circular sem lastro suficiente nos mercados.

Segundo a Decrypt, os dois protocolos detalharam etapas específicas para eliminar a dívida ruim acumulada em suas plataformas e restaurar o pleno respaldo dos ativos afetados. A coordenação entre concorrentes diretos chamou atenção da comunidade DeFi, sendo vista como um sinal de maturidade do setor diante de crises sistêmicas.

O rsETH é um token que representa ETH em staking por meio do Kelp DAO. Após o exploit, o ativo perdeu paridade com o Ethereum, o que gerou posições problemáticas em protocolos que o aceitavam como colateral. Tanto Aave quanto Compound tinham exposição ao rsETH em suas carteiras de liquidez, o que os obrigou a agir rapidamente para evitar um efeito cascata.

🏦 Aave

Propôs mecanismos de queima de dívida ruim e ajuste paramétrico nos fatores de colateralização do rsETH dentro do protocolo, reduzindo a exposição ao ativo comprometido.

🏛️ Compound

Apresentou proposta de governança para deslistar o rsETH como colateral aceito e usar reservas do protocolo para cobrir o déficit gerado pelas posições afetadas.

🔐 Kelp DAO

O protocolo explorado afirmou estar investigando o vetor do ataque e prometeu publicar um relatório post-mortem completo com detalhes técnicos sobre a vulnerabilidade.

📉 rsETH

O token de staking líquido perdeu sua paridade com o ETH após o exploit, gerando dívidas ruins nos protocolos que o utilizavam como colateral para empréstimos.

O que está em jogo no DeFi

Casos como o do Kelp DAO reacendem o debate sobre os riscos sistêmicos do staking líquido em cadeia. Quando tokens derivados de ETH são amplamente aceitos como colateral em múltiplos protocolos simultaneamente, um único exploit pode propagar perdas por todo o ecossistema — um fenômeno que especialistas chamam de risco de contágio DeFi.

A movimentação coordenada entre Aave e Compound é incomum. Apesar de competirem diretamente pelo mesmo mercado de empréstimos descentralizados, ambos reconheceram que a estabilidade coletiva do setor depende de respostas rápidas e transparentes em momentos de crise. As propostas devem passar por votação de governança nos respectivos protocolos nos próximos dias.

O episódio também reforça a importância de auditorias contínuas e de processos rigorosos de avaliação de risco antes que novos ativos sejam listados como colateral em plataformas de empréstimo. Críticos apontam que a velocidade de adoção do rsETH nos dois protocolos não foi acompanhada de uma análise suficientemente criteriosa das vulnerabilidades subjacentes.

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