InícioNotíciasApreensão de criptomoedas em SC é a maior da história: R$ 8,8...

Apreensão de criptomoedas em SC é a maior da história: R$ 8,8 mi

-

Operação ClickFix, em Santa Catarina, confiscou Bitcoin, Ethereum, Tron e Tether de carteiras de autocustódia e usou seed phrases e rastreamento em blockchain para transferir os ativos ao Estado.

A Polícia Civil de Santa Catarina realizou a maior apreensão de criptomoedas mantidas em carteiras de autocustódia já registrada entre as polícias civis brasileiras, segundo os responsáveis pela operação. Foram confiscados cerca de R$ 8,8 milhões em Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH), Tron (TRX) e Tether (USDT), conforme a Portal do Bitcoin.

A ação faz parte da Operação ClickFix, deflagrada em 10 de setembro pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DRCI/DEIC). Os detalhes foram divulgados na quarta-feira (7) e complementados pelo investigador Eduardo Graebin, responsável pela apreensão dos ativos.

💰 Cripto apreendidas

Cerca de US$ 1,71 milhão, ou R$ 8,78 milhões pela cotação do dia da operação.

🚔 Mandados

17 de busca e apreensão e dois de prisão contra suspeitos de integrar a organização.

🏦 Bloqueio de contas

Ordem judicial de até R$ 93 milhões em contas bancárias.

🏠 Imóveis

Sequestro de R$ 5 milhões em imóveis supostamente comprados com recursos ilícitos.

Como foi feita a apreensão de criptomoedas em autocustódia

Um dos maiores desafios foi localizar e transferir ativos guardados em autocustódia. Diferentemente do que fica em exchanges, esses recursos ficam sob controle direto do dono, por meio de chaves privadas. Por isso, o bloqueio exige procedimentos diferentes dos usados em contas bancárias.

Durante os mandados, os policiais encontraram quatro seed phrases, sequências de palavras que permitem recuperar o acesso a carteiras. Segundo Graebin, foi preciso importar e analisar as carteiras em tempo real, identificar ativos espalhados por diferentes endereços e blockchains e fazer 13 transações para levá-los à custódia do Estado.

A operação teve apoio da Chainalysis, empresa de rastreamento de transações, e da exchange brasileira Foxbit. A ferramenta Wallet Scan, da Chainalysis, localizou cerca de US$ 218 mil adicionais, que poderiam passar despercebidos em programas convencionais de gerenciamento de carteiras. Esse valor equivale a cerca de R$ 1,12 milhão na cotação informada pelo policial.

Autocustódia não é invisibilidade

Embora o usuário possa guardar ativos sem depender de banco ou exchange, as movimentações ficam registradas na blockchain e podem ser rastreadas por ferramentas especializadas. Depois de identificados, os recursos foram enviados a uma conta institucional da Polícia Civil de SC na Foxbit.

Grupo usava a técnica ClickFix para invadir sistemas

Segundo a Polícia Civil, a organização era especializada em ataques cibernéticos e usava o ClickFix, método que engana o usuário para que ele execute comandos maliciosos no próprio computador. Em geral, a vítima vê um falso erro no navegador e é orientada a copiar e colar um código no terminal do sistema.

Ao executar o comando, a pessoa pode instalar um programa que rouba informações ou dá controle da máquina aos criminosos. O grupo também enviava falsas intimações com nomes de órgãos policiais brasileiros, incluindo a delegacia responsável pelo caso.

Entre os alvos estavam sistemas de forças policiais, órgãos do Judiciário e empresas da cadeia de fornecedores do mercado financeiro. Em relatório de agosto de 2025, a Microsoft já havia alertado que o ClickFix se tornava ameaça recorrente e que podia ser usado para instalar programas capazes de roubar senhas e credenciais de carteiras de criptomoedas.

A operação também apreendeu veículos de luxo, entre eles um Corvette avaliado em mais de R$ 1,5 milhão. Os R$ 93 milhões em movimentações suspeitas motivaram a ordem de bloqueio, mas esse valor não representa, necessariamente, o montante bloqueado de fato nem o prejuízo das vítimas. Participaram ainda a Polícia Científica de SC, o Ministério da Justiça e as polícias civis de São Paulo e do Rio Grande do Sul.

O que isso significa para quem investe no Brasil

O caso mostra que a polícia brasileira já usa análise de blockchain e acesso a chaves privadas para recuperar ativos, inclusive fora de plataformas centralizadas. Também reforça o alerta sobre golpes que pedem a execução de comandos no computador, sob pretexto de corrigir falhas.

Leia também: guia completo de Bitcoin para iniciantes.

📝 Nota editorial

Os fatos acima foram divulgados pela Polícia Civil de Santa Catarina e reportados pela Portal do Bitcoin. Os investigados são suspeitos, e a apuração segue em andamento.

Importante: não damos recomendação de investimento

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O KriptoHoje não é consultor de investimentos e não recomenda a compra, venda ou manutenção de qualquer ativo. Investimento em criptoativos envolve risco elevado de perda total.

Proteja suas chaves privadas

A KriptoBR, integrante do mesmo grupo do KriptoHoje, é a maior e mais antiga revenda oficial de hardware wallets do mundo. Trezor, Ledger, SecuX, Yubico e Key-ID.

Mais de 600 mil clientes atendidos em 32 países. Envio direto do Brasil, garantia do fabricante, suporte técnico em português.

Conhecer hardware wallets

Leituras relacionadas

Este conteúdo é de caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Criptomoedas são ativos voláteis; consulte um profissional antes de investir.

Analista de suporte técnico da KriptoBR. Trabalha com configuração de carteiras de hardware e diagnóstico de problemas de autocustódia relatados por clientes.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
Newsletter

As notícias que movem o mercado, sem ruído

Um resumo do que realmente importou em cripto e economia, direto no seu e-mail. Sem hype e sem recomendação de investimento.

Marcio Fagundes
Analista de suporte técnico da KriptoBR. Trabalha com configuração de carteiras de hardware e diagnóstico de problemas de autocustódia relatados por clientes.

ULTIMAS NOTÍCIAS

Core Lightning corrige falhas e bug em pagamentos Bitcoin

A nova versão v26.06.9 do Core Lightning corrige uma regressão da v26.06.8 e adiciona proteções para fundos encaminhados. Os mantenedores pedem atualização.

Chaves públicas expostas: 6 milhões de bitcoin em risco teórico

Dados da Glassnode mostram que 31,2% da oferta de bitcoin está atrás de chaves públicas visíveis on-chain. Os números medem uso de endereços, não risco imediato.

Tokenização de fundos do BTG no XRP Ledger sai do sandbox

A CSD BR anunciou parceria com a Ripple para espelhar cotas de fundos do BTG Pactual no XRP Ledger, em ambiente de produção e com transações reais.

B3 vai lançar ações tokenizadas em 2027 e pedir licença cripto

A B3 vai pedir autorização ao Banco Central para ampliar sua atuação em cripto e prepara o lançamento de ações tokenizadas a partir do início de 2027.

SIGA A GENTE

0FãsCurtir
0SeguidoresSeguir
0SeguidoresSeguir
0InscritosInscrever

MAIS POPULAR