InícioEducaçãoAtaques físicos a donos de cripto sobem 33% no mundo

Ataques físicos a donos de cripto sobem 33% no mundo

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Novo estudo da CertiK revela que criminosos estão mirando cada vez mais os detentores de criptomoedas com violência física para roubar ativos digitais — e os números do primeiro semestre de 2026 são os mais altos já registrados.

O número de ataques físicos contra detentores de criptomoedas registrou crescimento expressivo no primeiro semestre de 2026. Segundo levantamento divulgado pela empresa de segurança blockchain CertiK, foram confirmados 52 casos de wrench attacks entre janeiro e junho deste ano — alta de 33,3% em relação aos 39 episódios contabilizados no mesmo intervalo de 2025.

Os dados integram o relatório “CertiK Intel3D Wrench Attacks – H1 2026”, que monitora ocorrências em que criminosos recorrem à violência física, intimidação ou sequestro para forçar vítimas a transferir fundos digitais. O nome “wrench attack” — ataque da chave inglesa, em tradução livre — é um jargão da comunidade cripto para descrever esse tipo de coerção presencial.

Segundo a Livecoins, que publicou os dados com base no estudo da CertiK, o alerta central do relatório é a necessidade de proteção rigorosa de informações sensíveis — a exposição pública de patrimônio em cripto é apontada como um dos principais fatores que colocam os detentores em risco.

Leia também: guia completo de Bitcoin para iniciantes.

Por que os ataques físicos estão crescendo?

A valorização de ativos como o Bitcoin nos últimos anos ampliou o perfil de pessoas que detêm volumes relevantes de criptomoedas. Junto a isso, a proliferação de redes sociais e fóruns públicos contribui para que informações sobre patrimônio digital se tornem acessíveis a agentes mal-intencionados.

Diferentemente de hacks remotos, que demandam conhecimento técnico, os wrench attacks exploram a vulnerabilidade humana: basta identificar a vítima e forçá-la fisicamente a realizar transações. A irreversibilidade das transferências em blockchain torna o crime ainda mais atrativo para criminosos.

🔒 Discrição patrimonial

Evitar a exposição pública de volumes mantidos em cripto é uma das principais recomendações da CertiK para reduzir o risco de ser identificado como alvo.

🗝️ Carteiras de hardware

Armazenar fundos em dispositivos físicos com senhas de distração (passphrase) pode limitar perdas mesmo sob coerção, já que o criminoso não acessa o saldo real.

📍 Segurança física rotineira

Variar rotinas, evitar encontros presenciais não verificados para negociações e não exibir dispositivos cripto em público são práticas básicas recomendadas.

🛡️ Multisig e custódia fracionada

Distribuir o controle de fundos em múltiplas assinaturas e locais distintos dificulta que um único ataque resulte na perda de todo o patrimônio.

O que diz o relatório da CertiK

O estudo “CertiK Intel3D Wrench Attacks – H1 2026” classificou os 52 ataques confirmados por país, método e perfil de vítima. A CertiK destaca que a tendência de alta é global, não restrita a regiões específicas, e que o crescimento acompanha a expansão da adoção de criptomoedas por pessoas físicas com patrimônios expressivos.

📌 Nota editorial

O KriptoHoje reproduz os dados com base na reportagem publicada pela Livecoins e no relatório original da CertiK. Não foi possível verificar de forma independente o detalhamento completo dos 52 casos listados no estudo até o fechamento desta edição.

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Analista de suporte técnico da KriptoBR. Atende diariamente usuários de carteiras de hardware — configuração, recuperação de frase semente e boas práticas de autocustódia.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
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Nicolas Maia
Analista de suporte técnico da KriptoBR. Atende diariamente usuários de carteiras de hardware — configuração, recuperação de frase semente e boas práticas de autocustódia.

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