Uma conta em língua chinesa associada à exchange BitMart veio a público exigir respostas sobre saques de usuários bloqueados e salários não pagos — e um dos fundadores afirma que a conta foi comprometida.
A BitMart, exchange de criptomoedas com base nas Ilhas Cayman, voltou a ganhar atenção negativa no mercado após uma conta em idioma chinês, aparentemente vinculada à plataforma, publicar cobranças públicas sobre fundos de usuários congelados e salários não pagos a funcionários. As postagens geraram preocupação entre clientes e observadores do setor.
Segundo a CryptoPotato, um dos fundadores da BitMart reagiu rapidamente ao episódio, afirmando que a conta em questão havia sido comprometida e não estava sendo operada por nenhum funcionário atual da empresa. A declaração, no entanto, não foi suficiente para dissipar as dúvidas levantadas pelos usuários, que já relatavam dificuldades para realizar saques na plataforma.
O caso acende um alerta importante: em um setor ainda em maturação, a transparência das exchanges é um dos pilares mais cobrados pela comunidade. Quando plataformas demoram a se posicionar de forma clara, a desconfiança tende a se espalhar rapidamente nas redes sociais e fóruns especializados.
Usuários relataram dificuldades para sacar seus ativos da BitMart, o que levantou questionamentos sobre a liquidez e a solvência da exchange.
A conta em chinês teria também denunciado que funcionários da empresa estariam sem receber seus salários, sugerindo possíveis problemas financeiros internos.
Um fundador da BitMart alegou que o perfil responsável pelas postagens foi hackeado ou acessado indevidamente, e não representa a posição oficial da empresa.
As publicações geraram ampla repercussão em fóruns e redes sociais, com usuários exigindo esclarecimentos oficiais e transparência sobre o estado dos saques.
Vale lembrar que a BitMart não é novata em polêmicas. Em 2021, a exchange sofreu um hack de cerca de US$ 196 milhões, em um dos maiores ataques já registrados contra uma corretora de criptomoedas. Na época, a plataforma prometeu ressarcir os usuários afetados — o que reforça a relevância de episódios como o atual, que reacendem questionamentos sobre a segurança e a gestão da empresa.
Por que isso importa para quem guarda cripto em exchanges?
Manter criptomoedas em exchanges significa confiar a custódia dos seus ativos a terceiros. Quando uma plataforma enfrenta problemas financeiros ou operacionais, os usuários podem ficar sem acesso aos próprios fundos. A boa prática do setor é: se não são suas chaves, não são suas moedas. Hardware wallets e carteiras de autocustódia existem justamente para eliminar esse risco.
Para quem está começando no universo das criptomoedas, entender como funcionam as exchanges e os riscos envolvidos em manter ativos nessas plataformas é fundamental. Se você ainda não conhece os conceitos básicos do setor, confira nosso material introdutório:
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📌 Nota editorial
As informações deste artigo são baseadas em reportagem publicada pela CryptoPotato. O KriptoHoje não teve acesso independente aos documentos ou declarações originais das partes envolvidas. O caso segue em aberto e novas informações podem surgir.
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