Um dos maiores bancos privados do país vai guardar criptoativos de outras empresas com segurança institucional — e a exchange Foxbit será uma das primeiras a usar o serviço.
O Bradesco está prestes a dar um passo relevante no mercado de ativos digitais. Segundo informações publicadas com exclusividade pela Exame, o banco vai lançar um serviço de custódia de criptoativos voltado para pessoas jurídicas — ou seja, empresas que precisam guardar suas criptomoedas com segurança e respaldo institucional.
A Foxbit, uma das exchanges de criptomoedas mais antigas do Brasil, já está confirmada como cliente. A parceria sinaliza que o produto foi estruturado pensando justamente em negócios que operam com volumes relevantes de ativos digitais e buscam uma solução regulamentada para armazená-los.
Para quem está começando a entender o universo cripto, vale um passo atrás: custódia é o serviço de guarda e proteção de ativos digitais. Da mesma forma que um banco tradicional guarda dinheiro, uma custodiante guarda as chaves privadas que dão acesso às criptomoedas — assumindo a responsabilidade pela segurança desses valores.
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O que muda com a entrada do Bradesco
Até agora, o serviço de custódia institucional de criptoativos no Brasil era dominado por empresas especializadas e fintechs. A entrada de um banco do porte do Bradesco muda o cenário: traz credibilidade regulatória, infraestrutura consolidada e a capilaridade de uma instituição financeira tradicional para um setor que ainda está em processo de maturação no país.
Segundo a Exame, o serviço será voltado exclusivamente para clientes corporativos. Isso significa que, em um primeiro momento, pessoas físicas não terão acesso à solução — o foco está em exchanges, gestoras e outras empresas que precisam manter criptoativos em balanço com segurança e conformidade legal.
O Bradesco assumirá a guarda das chaves privadas e a responsabilidade pela segurança dos ativos digitais de empresas clientes.
A exchange brasileira Foxbit, fundada em 2014, é uma das primeiras empresas confirmadas para usar o novo serviço do banco.
O produto é desenhado para pessoas jurídicas — exchanges, gestoras e empresas com criptoativos em balanço.
O Brasil avança na regulamentação de criptoativos, e bancos tradicionais aceleram a entrada no setor para não ficarem para trás.
Contexto: bancos tradicionais e cripto
O movimento do Bradesco não acontece no vácuo. Nos últimos anos, grandes instituições financeiras ao redor do mundo têm buscado posições no mercado de ativos digitais — seja por meio de produtos de investimento, serviços de custódia ou parcerias com empresas do setor.
O que é custódia de criptoativos?
Em cripto, quem controla as chaves privadas controla os ativos. A custódia institucional transfere essa responsabilidade para uma entidade especializada — que precisa ter infraestrutura de segurança, processos auditáveis e, idealmente, respaldo regulatório. Para empresas, isso reduz o risco operacional e facilita a conformidade contábil e fiscal.
No Brasil, o ambiente regulatório para criptoativos ganhou mais clareza após a aprovação do marco legal em 2022 e a regulamentação pelo Banco Central. Esse avanço deu mais segurança jurídica para que instituições financeiras tradicionais explorassem o setor sem correr riscos regulatórios excessivos.
📰 Fonte
As informações sobre o novo serviço do Bradesco e a parceria com a Foxbit foram publicadas com exclusividade pelo portal Exame, com base em fontes ligadas ao banco. O KriptoHoje reproduz e contextualiza o conteúdo jornalisticamente.
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