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Brasil proíbe Polymarket e Kalshi em mercados de previsão

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O Ministério da Fazenda determinou a proibição de plataformas como Polymarket e Kalshi no Brasil, enquadrando-as como apostas não regulamentadas disfarçadas de mercados de previsão.

O governo brasileiro deu mais um passo no controle do setor de apostas digitais. O Ministério da Fazenda publicou resolução proibindo a operação de mercados de previsão no país — modalidade popularizada por plataformas como Polymarket e Kalshi, que permitem aos usuários especular sobre resultados de eventos como eleições, jogos de futebol e até realities como o BBB.

Segundo o Portal do Bitcoin, a pasta classificou essas plataformas como ferramentas usadas, na prática, para contornar a legislação brasileira que regulamenta o mercado de apostas esportivas. A medida integra o conjunto de regras do novo marco das bets, que entrou em vigor no início de 2025.

O que são mercados de previsão e por que foram banidos

Plataformas de mercados de previsão funcionam como bolsas de contratos: os participantes compram e vendem posições sobre a probabilidade de determinado evento ocorrer. O preço do contrato oscila conforme o consenso do mercado, e quem acertou o resultado recebe o prêmio.

O Polymarket, em especial, ganhou notoriedade global ao oferecer mercados sobre eleições presidenciais — incluindo as disputas nos Estados Unidos e no Brasil. A plataforma opera com criptomoedas, especialmente stablecoins na rede Polygon, o que dificulta o rastreamento e a regulação pelas autoridades nacionais.

⚽ Futebol e entretenimento

Apostas sobre resultados de partidas e programas de TV como o BBB estavam entre os mercados oferecidos pelas plataformas banidas.

🗳️ Eleições e política

Contratos sobre eventos políticos também eram populares, atraindo volume expressivo de usuários brasileiros nas plataformas internacionais.

🚫 Sem licença no Brasil

Nenhuma das plataformas detinha autorização do Ministério da Fazenda para operar no mercado nacional de apostas.

🔗 Uso de criptomoedas

O Polymarket opera via stablecoins em blockchain, o que permitia acesso a brasileiros sem passar pelo sistema financeiro tradicional.

Impacto para o setor cripto e o mercado de apostas

A decisão acende um debate sobre os limites da regulação no ecossistema de finanças descentralizadas (DeFi). Como o Polymarket é uma plataforma descentralizada baseada em blockchain, a proibição recai sobre o acesso — potencialmente via bloqueio de domínio ou restrições a provedores de pagamento —, e não sobre o protocolo em si.

Para o mercado de Bitcoin e criptoativos em geral, o movimento reforça a tendência regulatória brasileira de ampliar o escopo de fiscalização sobre plataformas que utilizam ativos digitais para fins de apostas ou especulação em eventos. Para entender melhor como o Bitcoin funciona nesse contexto, confira o guia completo de Bitcoin para iniciantes.

O argumento do governo federal

Segundo o Portal do Bitcoin, o Ministério da Fazenda argumentou que os mercados de previsão são, na prática, apostas com outra embalagem. A pasta entende que permitir sua operação sem licença equivaleria a abrir uma brecha legal que esvaziaria todo o arcabouço regulatório construído para o setor de bets no país.

A regulamentação das apostas esportivas no Brasil, consolidada ao longo de 2024 e 2025, exige que operadoras obtenham autorização formal, cumpram regras de publicidade responsável e adotem mecanismos de proteção ao apostador. Plataformas estrangeiras que operam sem esse credenciamento estão, portanto, sujeitas a sanções e bloqueios.

📌 Nota editorial

O KriptoHoje acompanha o desdobramento regulatório sobre plataformas cripto no Brasil. A proibição do Polymarket e do Kalshi não representa um veto a criptomoedas em si, mas sim ao uso de ativos digitais como veículo para apostas não licenciadas no território nacional.

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