InícioRegulaçãoBrasilBybit pede licença cripto ao Banco Central do Brasil

Bybit pede licença cripto ao Banco Central do Brasil

-

A exchange protocolou o pedido de autorização como SPSAV dez dias antes do prazo do regulador e integralizou cerca de R$ 30 milhões na operação brasileira, mas ainda não tem licença definitiva.

A Bybit licença cripto entrou em uma nova etapa nesta terça-feira (20). A exchange anunciou que protocolou no Banco Central o pedido para funcionar como Sociedade Prestadora de Serviços de Ativos Virtuais (SPSAV) no Brasil.

Segundo a Portal do Bitcoin, a empresa também informou ter destinado cerca de R$ 30 milhões à integralização de capital da operação local, como parte da preparação para as exigências do regulador.

O pedido foi feito dez dias antes de 30 de outubro, data limite definida pelo Banco Central para que empresas já ativas no país entreguem a documentação inicial.

Estrutura local e padrão europeu

A Bybit afirma ter formado uma diretoria dedicada ao mercado brasileiro, com responsáveis pelas áreas financeira, jurídica, de compliance e gestão de riscos. A operação é liderada por Bruno Lopes, country manager da exchange no país.

Em comunicado, Lopes disse que o protocolo é mais uma etapa do compromisso de construir uma operação sólida e de longo prazo, combinando a tecnologia global da empresa com uma estrutura local.

Experiência com o MiCA

Raphael Souza, diretor jurídico da Bybit no Brasil, disse que a empresa aplicou ao país o mesmo padrão da autorização obtida sob o MiCA, na Europa, em 2025: governança robusta, segregação e custódia de ativos, prevenção à lavagem de dinheiro e transparência com o cliente. O MiCA é o conjunto de regras da União Europeia para o mercado de criptoativos.

Corrida de exchanges ao prazo do Banco Central

A Bybit se soma a outras empresas que anunciaram pedidos nas últimas semanas. Na segunda-feira (19), a OKX confirmou o seu, e pretende atuar como corretora de ativos virtuais e buscar autorização para operações de câmbio, conforme informação inicial da Exame. Brasil Bitcoin, UnblockPay e Crown, emissora da stablecoin BRLV, também comunicaram solicitações.

🏦 Intermediárias

Uma das três modalidades de prestadoras previstas na regulamentação.

🔐 Custodiantes

Modalidade ligada à guarda de ativos virtuais de clientes.

📈 Corretoras

Corretoras de ativos virtuais; a classificação depende dos serviços oferecidos.

A regulamentação foi publicada pelo Banco Central em novembro de 2025 e vale desde fevereiro deste ano. Ela exige capital mínimo, governança, segurança cibernética, controles internos, proteção dos recursos dos clientes e prevenção à lavagem de dinheiro.

Para quem já operava, o processo tem duas fases. A primeira é a entrega da documentação inicial até 30 de outubro de 2026. O protocolo permite avançar na análise, mas não equivale à licença definitiva. O Banco Central pode pedir documentos adicionais antes de decidir.

Leia também: como declarar Bitcoin no IR 2026.

O que isso significa para quem investe no Brasil

O custo de cumprir as novas regras já provoca reorganização. Coinext, NovaDAX e Digitra.com anunciaram o encerramento de suas operações brasileiras, e outras empresas buscam parcerias ou mudanças societárias.

Para o usuário, o pedido da Bybit não muda o status atual da plataforma: a autorização ainda depende da análise do regulador. Acompanhar a situação de cada exchange no processo passa a ser parte da rotina de quem mantém recursos em plataformas.

📌 Nota editorial

A Bybit foi fundada em 2018 e oferece serviços de compra e venda de Bitcoin e outras criptomoedas. As informações sobre o pedido partem de comunicado da própria empresa.

Importante: não damos recomendação de investimento

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O KriptoHoje não é consultor de investimentos e não recomenda a compra, venda ou manutenção de qualquer ativo. Investimento em criptoativos envolve risco elevado de perda total.

Proteja suas criptomoedas com autocustódia

A KriptoBR, integrante do mesmo grupo do KriptoHoje, é a maior e mais antiga revenda oficial de hardware wallets do mundo. Trezor, Ledger, SecuX, Yubico e Key-ID.

Quase 700 mil clientes atendidos em 32 países. Envio direto do Brasil, garantia no Brasil, suporte técnico em português.

Conhecer as hardware wallets

Leituras relacionadas

Este conteúdo é de caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Criptomoedas são ativos voláteis; consulte um profissional antes de investir.

CEO da KriptoBR, Revenda oficial de carteiras de hardware no Brasil. Acompanha a evolução regulatória do setor de criptoativos no país e seus efeitos práticos sobre quem guarda os próprios ativos.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
Newsletter

As notícias que movem o mercado, sem ruído

Um resumo do que realmente importou em cripto e economia, direto no seu e-mail. Sem hype e sem recomendação de investimento.

Jefferson Rondolfo
CEO da KriptoBR, Revenda oficial de carteiras de hardware no Brasil. Acompanha a evolução regulatória do setor de criptoativos no país e seus efeitos práticos sobre quem guarda os próprios ativos.

ULTIMAS NOTÍCIAS

Phishing na NGRAVE: ataque causa perdas de US$ 2,65 milhões

Hackers sequestraram notificações do app LIQUID, da NGRAVE, e levaram cerca de US$ 2,65 milhões. A Bitquery rastreou US$ 2,16 milhões até contas na Hyperliquid.

Liquid restaura swaps de bitcoin, mas peg-outs seguem congelados

Segundo a The Defiant, a Liquid restaurou os swaps de bitcoin, mas mantém peg-outs congelados. Reservas cobrem cerca de 85,8% do L-BTC, com déficit de cerca de 603 BTC.

Mercado Pago e Uniswap: R$ 2,7 milhões bloqueados na Justiça

Investidor tem R$ 2,74 milhões retidos pelo Mercado Pago após operar UNI em novembro de 2025. A Justiça de MS cobra do banco provas técnicas do suposto erro de cotação.

Cripto roubada sem freio: hackers retêm US$ 287 milhões

Relatório da Blockaid analisou 60 ataques de 2026: hackers movem fundos em 17 minutos, em mediana, e só 0,8% dos US$ 1,18 bilhão roubados voltou às vítimas.

SIGA A GENTE

0FãsCurtir
0SeguidoresSeguir
0SeguidoresSeguir
0InscritosInscrever

MAIS POPULAR