InícioEducaçãoPhishing na NGRAVE: ataque causa perdas de US$ 2,65 milhões

Phishing na NGRAVE: ataque causa perdas de US$ 2,65 milhões

-

Criminosos usaram notificações legítimas do app da NGRAVE para roubar frases de recuperação. A Bitquery rastreou cerca de US$ 2,65 milhões em perdas e parte dos fundos foi parar na Hyperliquid.

O phishing na NGRAVE ocorreu em 17 de outubro e está ligado a perdas estimadas em US$ 2,65 milhões. Segundo a CryptoSlate, hackers tomaram o controle das notificações enviadas pelo aplicativo LIQUID, usado em conjunto com as carteiras da fabricante.

A empresa de análise on-chain Bitquery identificou 84 carteiras afetadas. Os roubos se estenderam por cerca de seis horas e atingiram Bitcoin, XRP, Ethereum, Solana, Dogecoin e Stellar.

Como funcionou o golpe

Em relatório de 19 de outubro, a NGRAVE confirmou que invasores comprometeram o acesso a um serviço de terceiros responsável por entregar as notificações push do LIQUID.

As mensagens falsas diziam que o portfólio do usuário havia sido sincronizado com um Pixel 9 em Moscou. Depois do alerta, a vítima era levada a um site que pedia a frase de recuperação ou as Perfect Keys da NGRAVE.

Com essas credenciais, os atacantes recriaram as carteiras e transferiram os ativos sem tocar nos dispositivos ZERO. A NGRAVE afirmou que as chaves privadas continuaram offline nesses aparelhos.

O dispositivo não foi o elo fraco

O ataque explorou a confiança em um canal oficial de comunicação. Quem informou a frase de recuperação em um site externo entregou o controle da carteira, mesmo com o hardware intacto.

Para onde foi o dinheiro

🪙 Bitcoin

Cerca de US$ 1,76 milhão saiu de 21 carteiras. Boa parte passou por 12 swaps na Chainflip.

🌉 Ethereum e Solana

Os valores passaram por pontes (bridges) e convergiram para 39 contas na Hyperliquid.

🔎 XMR1

As contas compraram cerca de 3.593 tokens XMR1, que acompanham o preço do Monero, por US$ 2,16 milhões.

Na última checagem da Bitquery, em 19 de outubro, os tokens não tinham sido vendidos nem sacados. O valor somado era de cerca de US$ 2,12 milhões, o que mantém uma parcela relevante concentrada em contas identificáveis.

A Bitquery apontou as vítimas por padrões de transação e relatos de perdas. Ela ressalva que outros ataques de phishing podem ter atingido algumas das 84 carteiras, e que não é possível confirmar que todas pertenciam a usuários da NGRAVE.

Um ano difícil para fabricantes de carteiras

O caso veio após campanha parecida contra usuários da SecuX em 16 de outubro. Nick Percoco, diretor de segurança da Kraken, destacou que a NGRAVE foi a segunda fabricante em dois dias cujas notificações de aplicativo serviram para roubar frases de recuperação.

Em julho, uma falha de firmware em dispositivos Coldcard enfraqueceu a aleatoriedade usada na geração das frases, permitindo reconstruir chaves privadas. A TRM Labs estimou que cerca de US$ 116 milhões em Bitcoin foram roubados.

Mais recentemente, a Ledger relatou que criminosos alteraram carteiras distribuídas por revendedores, instalando componentes ocultos capazes de capturar frases de recuperação. Investigadores ligaram a operação a roubos de mais de US$ 90 milhões.

Leia também: como identificar e evitar golpes cripto.

O que isso significa para quem investe no Brasil

A fonte não detalha vítimas brasileiras, mas o método vale para qualquer usuário de carteira. Uma frase de recuperação nunca deve ser digitada em site ou formulário aberto a partir de notificação, e alertas alarmantes pedem verificação por canais oficiais.

📌 Pressão sobre os fabricantes

Segundo a CryptoSlate, as violações repetidas aumentam a pressão para reforçar a segurança além dos aparelhos, principalmente em serviços de terceiros e na infraestrutura voltada ao cliente.

Importante: não damos recomendação de investimento

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O KriptoHoje não é consultor de investimentos e não recomenda a compra, venda ou manutenção de qualquer ativo. Investimento em criptoativos envolve risco elevado de perda total.

Proteja suas chaves com quem entende de segurança

A KriptoBR, integrante do mesmo grupo do KriptoHoje, é a maior e mais antiga revenda oficial de hardware wallets do mundo. Trezor, Ledger, SecuX, Yubico e Key-ID.

Quase 700 mil clientes atendidos em 32 países. Envio direto do Brasil, garantia no Brasil, suporte técnico em português.

Conhecer a KriptoBR

Leituras relacionadas

Este conteúdo é de caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Criptomoedas são ativos voláteis; consulte um profissional antes de investir.

Analista de suporte técnico da KriptoBR. Atende diariamente usuários de carteiras de hardware — configuração, recuperação de frase semente e boas práticas de autocustódia.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
Newsletter

As notícias que movem o mercado, sem ruído

Um resumo do que realmente importou em cripto e economia, direto no seu e-mail. Sem hype e sem recomendação de investimento.

Nicolas Maia
Analista de suporte técnico da KriptoBR. Atende diariamente usuários de carteiras de hardware — configuração, recuperação de frase semente e boas práticas de autocustódia.

ULTIMAS NOTÍCIAS

Liquid restaura swaps de bitcoin, mas peg-outs seguem congelados

Segundo a The Defiant, a Liquid restaurou os swaps de bitcoin, mas mantém peg-outs congelados. Reservas cobrem cerca de 85,8% do L-BTC, com déficit de cerca de 603 BTC.

Mercado Pago e Uniswap: R$ 2,7 milhões bloqueados na Justiça

Investidor tem R$ 2,74 milhões retidos pelo Mercado Pago após operar UNI em novembro de 2025. A Justiça de MS cobra do banco provas técnicas do suposto erro de cotação.

Cripto roubada sem freio: hackers retêm US$ 287 milhões

Relatório da Blockaid analisou 60 ataques de 2026: hackers movem fundos em 17 minutos, em mediana, e só 0,8% dos US$ 1,18 bilhão roubados voltou às vítimas.

Onilx: investidores vão à Justiça e PF investiga a empresa

Clientes da Onilx, do Onil Group, acionam a Justiça após a suspensão de saques. A CVM emitiu stop order e a PF de Curitiba investiga o caso.

SIGA A GENTE

0FãsCurtir
0SeguidoresSeguir
0SeguidoresSeguir
0InscritosInscrever

MAIS POPULAR