A corretora indiana CoinDCX negou um novo ataque após rumores de movimentação de cerca de US$ 16 milhões em criptomoedas, mas acabou reconhecendo uma falha operacional e perdas, sob pressão de investigadores.
O suposto CoinDCX hack movimentou a comunidade cripto nesta semana. Segundo a Livecoins, a corretora indiana negou ter sido atacada, mas depois reconheceu que um processo de transferência falhou e gerou perdas operacionais.
Os rumores surgiram na madrugada de quinta-feira (22), quando o usuário @DarcyAri apontou no X a saída de cerca de US$ 16 milhões em USDT e uma quantia menor em TRX de carteiras ligadas à empresa.
O que foi apontado sobre o suposto CoinDCX hack
De acordo com a postagem, a carteira quente da CoinDCX e vários endereços de recarga enviaram cerca de 15,99 milhões de USDT e 5.783,81 TRX a um mesmo endereço na rede Tron. A maior transação individual foi de 15.819.002 USDT.
Em seguida, os fundos teriam sido divididos em vários endereços e chegado a endereços de recarga de Binance, OKX, Gate e outras plataformas. ZachXBT também passou a questionar a empresa.
O cofundador Sumit Gupta disse que a informação era incorreta e que as carteiras não foram comprometidas. Segundo ele, os endereços eram antigos e ligados ao ataque de julho de 2025.
ZachXBT afirmou que o endereço foi usado por um provedor de liquidez por 10 meses após o incidente, e que US$ 15,8 milhões em depósitos de usuários não foram contabilizados.
Corretora admite falha operacional
Em atualização na manhã de quinta, a CoinDCX disse que os endereços foram desativados após julho de 2025 e que os usuários foram orientados a não depositar neles. Ainda assim, alguns clientes continuaram usando esses endereços.
Segundo a empresa, o processo que deveria transferir regularmente esses depósitos falhou durante um período, e o problema foi identificado na manhã de quinta. A falha causou perdas operacionais, absorvidas pela corretora, e as carteiras dos usuários afetados foram creditadas.
Histórico pesa na confiança
A CoinDCX já havia sofrido um ataque estimado em US$ 44,2 milhões em julho de 2025, e na época foi criticada por manipular clientes a escreverem comentários positivos. ZachXBT citou ainda WazirX e BitBNS ao questionar a confiabilidade das corretoras centralizadas indianas.
A Livecoins relata que muitos usuários criticaram a posição da empresa nos comentários. A CoinDCX também afirma que seus endereços atuais são públicos e podem ser consultados em sua prova de reservas.
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📝 Nota editorial
O caso mostra como a comunicação inicial de uma corretora pode ser revista depois de análises on-chain independentes. Em custódia centralizada, o usuário depende de processos internos que ele não consegue auditar sozinho.
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