Uma pesquisa inédita do Datafolha em parceria com a Paradigma mostra que os investidores em criptomoedas já superam, e com folga, os da Bolsa de Valores no Brasil.
O mercado de criptomoedas no Brasil atingiu um marco expressivo: segundo levantamento do Datafolha em parceria com a Paradigma, 17,2% da população brasileira tem ou já teve algum tipo de criptoativo. O número representa 2,3 vezes mais do que a fatia da população investida na Bolsa de Valores, evidenciando uma mudança profunda no perfil do investidor nacional.
Segundo a InfoMoney, o estudo aponta que a entrada de grande parte desses investidores no mercado cripto aconteceu por meio do aplicativo do próprio banco — o que indica que a popularização das criptomoedas passou, em boa parte, pela conveniência de plataformas já conhecidas pelo público.
Outro dado relevante diz respeito à renda dos investidores: a maioria dos que possuem ou já possuíram criptoativos ganha até três salários mínimos. Isso contraria a percepção comum de que cripto é território exclusivo de investidores de alta renda ou com grande conhecimento técnico. Para entender melhor o universo dos ativos digitais, vale conferir o guia completo de criptomoedas.
O que os números revelam sobre o perfil do investidor cripto
A pesquisa traça um retrato do brasileiro que aposta em ativos digitais: não se trata de um perfil homogêneo ou restrito a grandes centros financeiros. A democratização do acesso, impulsionada por bancos digitais e corretoras com interfaces simples, abriu as portas para um público muito mais amplo e diversificado.
Parcela de brasileiros que tem ou já teve criptomoedas, segundo o Datafolha.
O número de investidores em cripto supera em mais do que o dobro os da B3.
A maioria dos investidores iniciou sua jornada cripto pelo próprio banco digital.
Perfil de renda predominante entre os detentores de criptoativos no Brasil.
Cripto como porta de entrada ao mercado financeiro
Para muitos brasileiros, a criptomoeda foi o primeiro contato com o mundo dos investimentos. A facilidade de acesso via aplicativos bancários e valores mínimos baixos tornaram os criptoativos um caminho natural para quem nunca havia investido antes — um fenômeno sem precedentes no histórico do mercado financeiro nacional.
A expansão do mercado cripto no Brasil também levanta questões sobre educação financeira e segurança. Com um público majoritariamente iniciante e de menor renda, cresce a importância de compreender os riscos envolvidos e as melhores formas de custodiar ativos digitais com segurança.
📋 Nota editorial
Os dados citados nesta reportagem são provenientes de pesquisa conduzida pelo Datafolha em parceria com a Paradigma, divulgada pelo portal InfoMoney. O KriptoHoje não teve acesso à metodologia completa do estudo e se baseia nas informações disponibilizadas publicamente.
Importante: não damos recomendação de investimento
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O KriptoHoje não é consultor de investimentos e não recomenda a compra, venda ou manutenção de qualquer ativo. Investimento em criptoativos envolve risco elevado de perda total.
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Este conteúdo é de caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Criptomoedas são ativos voláteis; consulte um profissional antes de investir.
