InícioRegulaçãoBrasilCrown pede licença ao Banco Central para a stablecoin BRLV

Crown pede licença ao Banco Central para a stablecoin BRLV

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A Crown, emissora da stablecoin BRLV, protocolou no Banco Central o pedido para operar como corretora de ativos virtuais, a duas semanas do fim do prazo da fase inicial de autorização.

A Crown BRLV, empresa brasileira responsável pela stablecoin atrelada ao real, anunciou nesta sexta-feira (16) que protocolou o pedido de autorização para atuar como Sociedade Prestadora de Serviços de Ativos Virtuais (SPSAV). Segundo a Portal do Bitcoin, o prazo final é 30 de outubro.

O pedido foi feito na modalidade de corretora de ativos virtuais, que reúne intermediação e custódia. A empresa também solicitou autorização para câmbio com ativos virtuais, contas de pagamento pré-pagas e participação no Pix.

O protocolo marca a entrada formal da Crown na análise do Banco Central, mas não significa que a licença já foi concedida.

O que a Crown apresentou ao regulador

A empresa informou ter entregado documentos sobre estrutura societária, capacidade econômico-financeira, controles operacionais e reputação dos controladores. Em 7 de outubro, concluiu suas primeiras demonstrações financeiras auditadas.

O pedido se baseia na Resolução BCB nº 519. Hoje a Crown opera sob o regime de transição conhecido como grandfathering, que permite a empresas já ativas seguirem funcionando enquanto cumprem as etapas. O processo tem duas fases: documentação inicial e análise complementar.

💬 Posição da empresa

John Delaney, fundador da Crown, afirmou que a iniciativa reforça o compromisso da empresa com uma operação estruturada no ambiente regulado, com atenção à governança, à transparência e à robustez dos controles.

BRLV: stablecoin atrelada ao real

Stablecoins buscam manter preço estável frente a uma moeda tradicional, como real ou dólar, e servem para pagamentos, transferências e operações em blockchain. A BRLV acompanha o valor do real.

A Crown a apresenta como voltada principalmente ao mercado institucional. A estrutura jurídica, chamada bankruptcy-remote, separa as reservas que lastreiam o token do patrimônio da emissora. A ideia é que os detentores tenham direitos diretos sobre os ativos de garantia, com menos exposição a problemas financeiros da companhia.

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Prazo do Banco Central reorganiza o setor

As Resoluções BCB nº 519, 520 e 521 foram publicadas em novembro de 2025 e estão em vigor desde fevereiro de 2026. Elas exigem capital mínimo, governança, controles internos, segurança cibernética, prevenção à lavagem de dinheiro e proteção dos recursos dos clientes.

🚪 Coinext

Encerrou a atuação como corretora por não conseguir cumprir o capital mínimo. O último dia de negociações foi 15 de outubro.

🚪 Digitra.com

Decidiu não pedir autorização e encerrou negociação e custódia para varejo.

🚪 NovaDAX

Anunciou em junho o encerramento gradual das operações no Brasil.

🔄 Bity

Iniciou a descontinuação da plataforma de negociação, com alternativas para transferir ativos.

O Banco Central definiu três modalidades de SPSAV: intermediárias, custodiantes e corretoras. A autorização definitiva da Crown dependerá das etapas seguintes e da avaliação do regulador. Os pedidos de câmbio, contas de pagamento e Pix também passam por análise própria.

O que isso significa para quem investe no Brasil

Mercado em transição

Com saídas de exchanges e pedidos de licença, o usuário brasileiro deve verificar a situação regulatória da plataforma que usa e acompanhar eventuais prazos para transferir ativos, como no caso de empresas que estão encerrando operações.

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CEO da KriptoBR, Revenda oficial de carteiras de hardware no Brasil. Acompanha a evolução regulatória do setor de criptoativos no país e seus efeitos práticos sobre quem guarda os próprios ativos.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
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Jefferson Rondolfo
CEO da KriptoBR, Revenda oficial de carteiras de hardware no Brasil. Acompanha a evolução regulatória do setor de criptoativos no país e seus efeitos práticos sobre quem guarda os próprios ativos.

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