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DOJ quer arquivar caso contra fundador do BitClub

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O Departamento de Justiça dos EUA pediu o arquivamento das acusações contra Matthew Goettsche, principal réu no esquema BitClub Network, avaliado em US$ 722 milhões.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) apresentou uma moção para arquivar as acusações criminais contra Matthew Goettsche, apontado como um dos líderes do esquema BitClub Network. Segundo reportagem da Cointelegraph.com News, o movimento surpreendeu o setor jurídico, uma vez que o julgamento estava previsto para ocorrer em outubro deste ano.

Goettsche enfrentava acusações graves, incluindo conspiração para cometer fraude eletrônica e venda de títulos não registrados. As denúncias foram formalizadas ainda em 2019, quando autoridades federais desmantelaram o que descreveram como um dos maiores esquemas de fraude envolvendo criptomoedas até então registrados nos EUA.

O que era a BitClub Network

A BitClub Network se apresentava ao público como um clube de mineração de Bitcoin. Investidores eram atraídos com a promessa de participar de lucros gerados por equipamentos de mineração compartilhados. Na prática, segundo as investigações do DOJ, os valores captados — estimados em US$ 722 milhões — teriam sido em grande parte desviados ou usados para pagar participantes anteriores, no modelo típico de um esquema Ponzi.

Segundo a Cointelegraph.com News, a operação captou recursos de milhares de pessoas ao redor do mundo entre 2014 e 2019, quando o esquema foi encerrado após as prisões dos envolvidos. Além de Goettsche, outros réus já haviam firmado acordos de delação com o governo americano.

⚖️ Acusações originais

Conspiração para fraude eletrônica e venda de títulos não registrados junto à SEC — crimes que poderiam render décadas de prisão.

📅 Julgamento previsto

O julgamento de Goettsche estava agendado para outubro de 2025, tornando o pedido de arquivamento ainda mais inesperado.

💰 Volume captado

Estimativas do DOJ apontam que a BitClub Network arrecadou ao menos US$ 722 milhões de vítimas em todo o mundo entre 2014 e 2019.

🤝 Outros réus

Coréus no processo já firmaram acordos de delação premiada com o governo americano, colaborando com as investigações federais.

Por que o DOJ recuaria agora?

O pedido de arquivamento não veio acompanhado de uma justificativa pública detalhada, e o DOJ ainda não comentou oficialmente sobre as razões da decisão. Analistas ouvidos pela imprensa especializada especulam que o movimento pode estar ligado a mudanças de prioridade na política criminal do governo federal ou a questões processuais internas ao caso.

Vale lembrar que a administração Trump, que retomou o poder em janeiro de 2025, tem demonstrado postura diferente em relação à regulação e à persecução criminal no setor de criptoativos. O DOJ chegou a dissolver uma força-tarefa dedicada a crimes com criptomoedas no início deste ano, sinalizando uma reorientação das prioridades de fiscalização.

Contexto regulatório em transformação

O caso BitClub é um dos últimos grandes processos criminais de fraude com criptomoedas ainda em aberto nos EUA. O eventual arquivamento representa um desdobramento relevante em meio a um ambiente regulatório que passa por mudanças significativas desde o início de 2025, com o novo governo americano adotando uma postura mais flexível em relação ao setor.

Para investidores e observadores do mercado, o episódio reforça a importância de compreender os riscos associados a plataformas que prometem retornos passivos por meio de mineração compartilhada ou outros modelos de clube de investimento em criptoativos.

Leia tambem: guia completo de criptomoedas.

📰 Nota editorial

As informações deste artigo são baseadas em reportagem da Cointelegraph.com News. O KriptoHoje acompanhará eventuais manifestações oficiais do DOJ sobre os motivos do pedido de arquivamento.

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