Mesmo enfrentando uma desvalorização significativa nos últimos meses, o Ethereum registra mais de três vezes o número de carteiras com saldo em relação ao Bitcoin, segundo dados on-chain analisados por especialistas do setor.
Segundo análise publicada pelo portal CryptoPotato, o número de endereços que carregam saldo em Ethereum (ETH) ultrapassa, com folga, o total registrado na rede do Bitcoin (BTC). A diferença, de acordo com os dados on-chain compilados, chega a uma proporção de três para um — um contraste que chama atenção especialmente diante do desempenho de preço recente do ativo.
O Ethereum acumula perdas expressivas frente às máximas históricas, enquanto o Bitcoin se recuperou com mais vigor no mesmo período. Ainda assim, em termos de base de holders, a rede da Ethereum Foundation segue consideravelmente mais distribuída, ao menos do ponto de vista de quantidade de endereços ativos com saldo.
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O que os dados on-chain revelam
A métrica de holders — isto é, endereços únicos que mantêm algum saldo em determinada rede — é amplamente utilizada para medir a distribuição e o engajamento de uma criptomoeda. No caso do Ethereum, a quantidade de carteiras com ETH supera a casa das dezenas de milhões, enquanto o Bitcoin, com todo seu prestígio como ativo reserva, apresenta uma base de endereços ativos substancialmente menor.
Parte dessa diferença pode ser explicada pela própria natureza do ecossistema Ethereum. A rede suporta tokens ERC-20, NFTs e aplicações descentralizadas (dApps), o que naturalmente atrai um volume maior de carteiras criadas para interagir com contratos inteligentes — e não apenas para armazenar valor.
O número de endereços com saldo em ETH é mais de três vezes superior ao registrado na rede Bitcoin, segundo dados on-chain recentes.
A presença de tokens ERC-20, NFTs e dApps na rede Ethereum contribui para a criação de um volume maior de carteiras em comparação ao Bitcoin.
Apesar da desvalorização recente do ETH frente às máximas históricas, a base de holders da rede não acompanhou a retração de preço.
O Bitcoin concentra valor e reconhecimento como reserva de valor, mas apresenta base de endereços ativos menor do que a da rede Ethereum.
Preço em queda, mas rede em expansão
A dissociação entre o desempenho de preço e o crescimento de endereços é um fenômeno que analistas acompanham de perto. Segundo a CryptoPotato, o fato de o Ethereum manter uma base de holders tão expressiva — mesmo após uma queda acentuada de preço — pode indicar que parte relevante dos detentores optou por permanecer na rede, sem liquidar suas posições.
Esse comportamento é frequentemente associado ao perfil de holders de longo prazo, que resistem a ciclos de volatilidade sem acionar ordens de venda. Em redes com ecossistemas robustos — como o Ethereum, com seu universo de finanças descentralizadas e aplicações — essa tendência costuma ser ainda mais pronunciada.
Contexto: o que é um “holder”?
No vocabulário do mercado cripto, holder é o termo utilizado para descrever qualquer endereço ou pessoa que mantém determinado ativo em carteira, sem negociá-lo ativamente. A contagem de holders via dados on-chain considera endereços únicos com saldo positivo na rede, sendo uma métrica de adoção amplamente monitorada por analistas e pesquisadores do setor.
Vale ressaltar que a métrica de endereços não é perfeita: um único investidor pode controlar múltiplas carteiras, e endereços de exchanges custodiais concentram os saldos de muitos usuários em poucos endereços. Ainda assim, a diferença de escala entre Ethereum e Bitcoin no indicador é significativa o suficiente para ser levada em consideração em qualquer análise comparativa das duas redes.
📌 Nota editorial
Os dados citados nesta reportagem foram publicados originalmente pelo portal CryptoPotato e têm como base métricas on-chain de endereços com saldo nas redes Bitcoin e Ethereum. O KriptoHoje recomenda cautela na interpretação isolada de qualquer métrica de mercado.
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