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Pesquisadores da Ledger acham falha no chip da Trezor Safe 7

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A equipe de segurança Donjon, da Ledger, divulgou uma vulnerabilidade física no chip TROPIC01, componente central da Trezor Safe 7. A Trezor respondeu afirmando que os fundos dos usuários permanecem protegidos.

O time de pesquisa em segurança Donjon, mantido pela fabricante de hardware wallets Ledger, identificou uma falha no chip TROPIC01 — o componente de segurança utilizado na Trezor Safe 7. A vulnerabilidade envolve uma técnica conhecida como injeção de falha a laser, um método físico sofisticado capaz de interferir no funcionamento interno de chips durante sua operação.

Segundo a The Block, os pesquisadores conseguiram explorar a brecha em ambiente controlado de laboratório. O ataque exige acesso físico ao dispositivo e equipamentos especializados, o que eleva significativamente a barreira de execução para agentes maliciosos comuns.

A Trezor se manifestou rapidamente após a divulgação. A empresa afirmou que a falha identificada não representa risco imediato aos fundos armazenados pelos usuários, e que o vetor de ataque demanda condições muito específicas e difíceis de replicar fora de um ambiente técnico altamente controlado.

O que é o chip TROPIC01 e por que ele importa

O TROPIC01 é um chip de segurança desenvolvido pela própria Trezor, projetado para ser um elemento seguro (secure element) de código aberto. Sua criação foi justamente uma resposta às críticas históricas que a linha Trezor recebia por não utilizar chips de segurança proprietários e certificados, ao contrário dos dispositivos Ledger.

A proposta do TROPIC01 era unir o conceito de transparência de código aberto com a robustez de um elemento seguro dedicado. A descoberta do Donjon coloca em debate até que ponto essa abordagem, ainda relativamente nova, está madura o suficiente para resistir a ataques físicos avançados.

🔬 Técnica utilizada

Injeção de falha a laser — método físico que interfere no processamento interno do chip durante a execução de operações críticas.

🔒 Condição do ataque

Requer acesso físico ao dispositivo e equipamentos de laboratório especializados, tornando o exploit inviável para a maioria dos atacantes.

🛡️ Posição da Trezor

A fabricante afirmou que nenhum fundo está em risco e que continua monitorando a situação em parceria com a comunidade de segurança.

📢 Divulgação responsável

O Donjon comunicou a falha à Trezor antes da publicação, seguindo boas práticas de divulgação coordenada no setor de segurança.

Disputa técnica ou transparência do setor?

Não é a primeira vez que o Donjon, laboratório de segurança da Ledger, publica pesquisas envolvendo dispositivos concorrentes. A iniciativa é vista por parte da comunidade como uma contribuição legítima à segurança do ecossistema, e por outra parte como uma estratégia de marketing competitivo.

Independentemente da motivação, a divulgação pública de vulnerabilidades em hardware — quando feita com responsabilidade e coordenação com o fabricante — é uma prática consolidada no setor de cibersegurança. Ela pressiona as empresas a corrigirem falhas e eleva o padrão geral de proteção para os usuários finais.

O que o usuário comum precisa saber

A falha identificada exige acesso físico ao dispositivo e equipamentos laboratoriais sofisticados. Para o usuário que mantém sua Trezor Safe 7 em posse própria e segura, o risco prático é considerado baixo. A Trezor afirma que acompanha o caso e que atualizações de segurança são avaliadas continuamente.

Para quem deseja aprofundar o conhecimento sobre como proteger criptoativos com dispositivos físicos, confira o guia da Trezor Keep Metal, com informações detalhadas sobre backup e segurança de seed phrases.

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