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Golpe de firmware falso da Ledger explora pânico pós-ataque

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Depois do esvaziamento de US$ 86 milhões em carteiras Ledger, golpistas passaram a enviar e-mails que pedem a conexão do dispositivo para uma suposta atualização contra spyware.

Golpistas estão aproveitando o escândalo do spyware em carteiras Ledger para disparar uma campanha de firmware falso da Ledger. Segundo a Protos, o alerta partiu da empresa de segurança blockchain SlowMist.

A SlowMist divulgou capturas de tela de um e-mail que pede ao destinatário que conecte sua carteira de hardware para “proteger o dispositivo contra ameaças emergentes de spyware”, citando incidentes recentes na Malásia.

Como funciona o golpe do firmware falso da Ledger

A tática é comum: usar o medo gerado por um incidente real para levar a vítima a agir sem pensar. A mensagem se apresenta como solução para o problema que está nas manchetes.

Segundo a Protos, a campanha ainda não aparece na página da própria Ledger sobre golpes de phishing em andamento, que alerta sobre ações ligadas a vazamentos de dados anteriores.

📧 O isca

E-mail que pede para conectar a carteira e promete proteção contra spyware.

🚨 O alerta

A SlowMist sinalizou a campanha e compartilhou imagens da mensagem.

O caso de US$ 86 milhões

Na semana passada, relatos de esvaziamento em massa de dispositivos Ledger foram ligados à revendedora autorizada CryptoBilis, que atua no Sudeste Asiático. O ex-CEO Arravind Prabu afirmou que a empresa foi “adquirida no início do ano”, com acordo de confidencialidade “até 19 de outubro”.

Após a mudança de controle, Mark Karpelès, ex-CEO da Mt. Gox, encontrou aparelhos com spyware que captava dados da tela e os enviava por um chip SIM oculto. A Protos avalia que o prazo e as descobertas de Karpelès podem ter levado os operadores a agir, o que resultou em US$ 86 milhões em cripto drenados.

Relatos fora do Sudeste Asiático

Há relatos não confirmados de dispositivos afetados em outras regiões. A revendedora europeia MediaMarkt suspendeu vendas, e a Ledger pediu que outros distribuidores fizessem o mesmo.

Vítimas e reação ao CEO

Segundo a Chainalysis, uma das maiores vítimas foi um operador de “task scam”. Foram mais de 60 BTC, cerca de US$ 4,8 milhões, retirados de três dispositivos comprometidos. Os fundos haviam chegado três semanas antes do esvaziamento de 9 de outubro.

O CEO da Ledger, Pascal Gauthier, compartilhou a análise, o que foi mal recebido. Um usuário do X apontou falta de autocrítica, outro pediu sua renúncia. A empresa também anunciou o Atom, aparelho Android com eSIM de dados, em meio à crise.

O que isso significa para quem investe no Brasil

A fonte não detalha casos brasileiros, mas e-mails de phishing atingem usuários de qualquer país. Desconfiar de mensagens que pedem para conectar a carteira é uma precaução básica, e a verificação deve ser feita pelos canais oficiais do fabricante.

Leia também: backup offline com a Ledger Recovery Key.

📝 Nota editorial

As informações sobre o caso dependem de relatos e podem mudar conforme a Ledger e as autoridades divulguem novos dados.

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Analista de suporte técnico da KriptoBR. Atende diariamente usuários de carteiras de hardware — configuração, recuperação de frase semente e boas práticas de autocustódia.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
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Nicolas Maia
Analista de suporte técnico da KriptoBR. Atende diariamente usuários de carteiras de hardware — configuração, recuperação de frase semente e boas práticas de autocustódia.

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