Levantamento da BitOK aponta que grupos ligados à Coreia do Norte roubaram US$ 7,61 bilhões em criptomoedas em 2026, sem quebrar código: o alvo foram as pessoas que assinam as transações.
Os hackers norte-coreanos roubaram US$ 7,61 bilhões em criptoativos em 2026, de acordo com a análise da empresa BitOK. Os dados foram divulgados pela BeInCrypto.
Segundo a BeInCrypto, os principais ataques não dependeram de falhas no código dos protocolos. Em vez disso, os criminosos sequestraram os signers, ou seja, os responsáveis por autorizar transações, que são peça central de carteiras e sistemas com múltiplas assinaturas.
Hackers norte-coreanos e o alvo humano
O dado mais chamativo do relatório é que US$ 4,75 bilhões escaparam de congelamentos. Ou seja, a maior parte do montante saiu do alcance de mecanismos de bloqueio antes que emissores e exchanges pudessem agir.
A fonte não detalha, no material disponível, quais plataformas foram atacadas nem como cada invasão ocorreu. O que se destaca é o método: comprometer quem tem poder de assinatura costuma ser mais simples do que encontrar uma brecha técnica em um contrato inteligente.
Total roubado em cripto em 2026, segundo a BitOK.
Valor que escapou de congelamentos.
Sem quebrar código
O recado do levantamento é que a segurança de um protocolo depende também das pessoas e dos dispositivos que controlam as chaves. Auditar código não basta se quem assina pode ser comprometido.
O que isso significa para quem investe no Brasil
Os números se referem a ataques de grande escala, mas a lição vale para o investidor comum: a proteção das chaves privadas é o ponto crítico. Phishing, engenharia social e dispositivos infectados seguem como caminhos de ataque, e guardar fundos em hardware wallet é uma das práticas de segurança mais difundidas.
Leia tambem: como blindar suas criptomoedas contra roubos.
📝 Nota editorial
Este texto se baseia no resumo da reportagem da BeInCrypto sobre o relatório da BitOK. Detalhes metodológicos não estavam disponíveis.
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