Um dos maiores bancos da Coreia do Sul começa a explorar a tecnologia da Ripple para transferências internacionais, colocando o XRP no centro de um projeto piloto com potencial global.
O KBank, banco digital sul-coreano conhecido por sua parceria com a exchange Upbit, anunciou que está testando um sistema de remessas internacionais on-chain desenvolvido em colaboração com a Ripple. A iniciativa utiliza o token XRP como ativo de liquidação, numa das movimentações mais relevantes do setor bancário asiático com tecnologia blockchain em 2025.
Segundo a CriptoFácil, o projeto envolve o uso direto da rede XRP Ledger para processar transferências entre fronteiras, substituindo parte da infraestrutura tradicional de correspondentes bancários — um modelo que, historicamente, é lento e repleto de taxas intermediárias.
Para quem está começando no universo cripto, vale entender que remessas on-chain significam que a transação acontece diretamente na blockchain, sem depender de câmaras de compensação centralizadas. Isso pode reduzir custos e o tempo de liquidação de dias para segundos. Confira nosso guia completo de criptomoedas para entender melhor como essa tecnologia funciona.
O que é o XRP Ledger e por que bancos se interessam
O XRP Ledger é uma blockchain criada especificamente para facilitar transferências de valor de forma rápida e com custo baixo. Diferentemente do Bitcoin ou do Ethereum, o foco do projeto sempre foi o mercado institucional — especialmente bancos e fintechs que movimentam grandes volumes de dinheiro entre países.
A Ripple desenvolve soluções sobre essa infraestrutura e tem buscado parcerias com instituições financeiras ao redor do mundo. O acordo com o KBank representa mais uma validação desse modelo, desta vez em um dos mercados de criptomoedas mais ativos do planeta.
O XRP Ledger processa transações em 3 a 5 segundos, contra dias exigidos por transferências bancárias internacionais convencionais.
A eliminação de intermediários bancários pode reduzir significativamente o custo das remessas, beneficiando tanto empresas quanto pessoas físicas.
O KBank é um banco regulado com milhões de clientes. Sua adesão sinaliza crescente interesse de instituições tradicionais na infraestrutura blockchain.
A Coreia do Sul é um dos países com maior volume de negociação de criptomoedas per capita no mundo, tornando este piloto estrategicamente relevante.
O papel da Upbit nessa equação
A Upbit é a maior exchange de criptomoedas da Coreia do Sul e mantém uma relação próxima com o KBank, que atua como banco parceiro para depósitos e saques em won sul-coreano. Essa integração já posiciona o KBank como uma das instituições financeiras mais expostas ao ecossistema cripto no país.
A adição de uma camada de remessas on-chain via Ripple aprofunda ainda mais essa relação, sugerindo que o banco busca expandir seus serviços além da custódia de recursos de clientes da Upbit, passando a oferecer infraestrutura de pagamentos internacionais baseada em blockchain.
Contexto: a Ripple e o mercado institucional
A Ripple vem construindo parcerias com bancos e fintechs há anos, mas o processo foi travado por um longo litígio com a SEC americana, iniciado em 2020. Com o encerramento do caso em 2024 — favorável em pontos-chave à Ripple — a empresa retomou conversas institucionais com mais agressividade. O acordo com o KBank é um dos frutos visíveis dessa retomada.
📌 Nota editorial
As informações sobre o piloto do KBank com a Ripple foram reportadas originalmente pela CriptoFácil. O KriptoHoje reapurou e contextualizou os dados para o leitor brasileiro. Detalhes técnicos e financeiros do projeto ainda não foram divulgados publicamente pelos envolvidos.
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