A plataforma de cashback Méliuz vai encerrar a funcionalidade de compra e venda de Bitcoin para seus usuários. A decisão foi motivada pelas novas regras impostas pelo Banco Central do Brasil — mas a empresa garante que não abre mão do BTC no balanço.
O Méliuz, empresa brasileira conhecida pelo serviço de cashback e listada na Bolsa de Valores (B3), anunciou que irá suspender a negociação de Bitcoin dentro de seu aplicativo. A mudança é uma resposta direta às novas exigências regulatórias do Banco Central do Brasil, que passaram a impor restrições mais rígidas sobre quais empresas podem oferecer serviços de compra e venda de criptoativos ao público.
Segundo o Portal do Bitcoin, a decisão de encerrar a funcionalidade não representa uma virada de posição da companhia em relação ao Bitcoin. A empresa deixou claro que manterá suas reservas em BTC na tesouraria, estratégia adotada anteriormente como forma de proteger parte de seu caixa contra a inflação e a desvalorização do real.
A distinção é relevante: o Méliuz deixa de atuar como intermediário de negociação para seus clientes, mas segue sendo, institucionalmente, uma empresa com exposição direta ao Bitcoin. Para os usuários que utilizavam o app para comprar ou vender a criptomoeda, será necessário migrar para outras plataformas especializadas.
O que isso significa para quem investe no Brasil
O caso Méliuz ilustra um movimento mais amplo em curso no mercado brasileiro: a regulação do Banco Central está redefinindo quem pode e quem não pode oferecer serviços cripto ao consumidor final. Empresas que não se enquadram nos novos critérios — ou que optam por não buscar as licenças necessárias — tendem a retirar essas funcionalidades de suas plataformas.
Para o investidor brasileiro, o recado é que o ambiente regulatório local está em transformação. Quem utiliza serviços cripto integrados a aplicativos de finanças, varejo ou cashback pode se deparar com mudanças semelhantes em outras plataformas nos próximos meses.
O Méliuz continuará com Bitcoin no balanço como ativo de reserva. A estratégia institucional de exposição ao BTC não foi alterada.
Usuários do app Méliuz perdem o acesso à funcionalidade de compra e venda de BTC. Será necessário migrar para exchanges regulamentadas.
As novas regras do Banco Central foram o gatilho para a suspensão. A empresa optou por conformidade em vez de buscar licenciamento específico para o serviço.
O caso pode se repetir em outras fintechs e apps de varejo que oferecem cripto como funcionalidade secundária, à medida que o BC avança na regulamentação.
Empresa cripto ou empresa com cripto?
O Méliuz sempre foi uma fintech de cashback que adotou Bitcoin como estratégia de tesouraria — não uma exchange. Ao encerrar a negociação para usuários, a empresa volta à sua vocação original, mantendo apenas a exposição institucional ao BTC. É uma distinção importante para entender o impacto real da medida.
A regulação do mercado de criptoativos no Brasil ganhou força após a aprovação do marco legal das criptomoedas e a atuação crescente do Banco Central como órgão supervisor do setor. O BC passou a exigir que prestadores de serviços de ativos virtuais (PSAVs) atendam a critérios específicos de autorização — o que muda a equação para empresas que oferecem cripto como produto acessório.
Leia tambem: guia completo de Bitcoin para iniciantes.
📌 Nota editorial
As informações deste artigo foram apuradas com base em reportagem do Portal do Bitcoin. O KriptoHoje não teve acesso ao comunicado oficial do Méliuz e reproduz os dados conforme divulgados pela fonte original.
Importante: não damos recomendação de investimento
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O KriptoHoje não é consultor de investimentos e não recomenda a compra, venda ou manutenção de qualquer ativo. Investimento em criptoativos envolve risco elevado de perda total.
Guarde seu Bitcoin com segurança
A KriptoBR, integrante do mesmo grupo do KriptoHoje, é a maior e mais antiga revenda oficial de hardware wallets do mundo. Trezor, Ledger, SecuX, Yubico e Key-ID.
Mais de 600 mil clientes atendidos em 32 países. Envio direto do Brasil, garantia do fabricante, suporte técnico em português.
Leituras relacionadas
Banco Central adia reporte de autocustódia cripto ao CoafO Banco Central adiou o reporte de autocustódia cripto ao Coaf e ampliou prazos para exchanges se adaptarem
Banco Central exigirá reporte de cripto acima de US$ 10 milNova norma do Banco Central obriga reporte de operações com criptoativos superiores a US$ 10 mil, vigente
Este conteúdo é de caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Criptomoedas são ativos voláteis; consulte um profissional antes de investir.
As notícias que movem o mercado, sem ruído
Um resumo do que realmente importou em cripto e economia, direto no seu e-mail. Sem hype e sem recomendação de investimento.
