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Multas de AML superam casos da SEC como risco regulatório cripto

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Um relatório da CertiK aponta uma virada no cenário regulatório cripto: as ações de combate à lavagem de dinheiro agora representam um risco maior do que os processos da SEC, alterando as prioridades de compliance do setor.

O setor de criptoativos enfrenta uma mudança significativa no perfil de risco regulatório. De acordo com relatório divulgado pela CertiK, empresa especializada em segurança e auditoria de blockchain, as multas aplicadas por violações de normas de combate à lavagem de dinheiro (AML, na sigla em inglês) ultrapassaram, em volume e frequência, os casos movidos pela Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) contra empresas do setor. O dado marca uma inflexão relevante no mapa de riscos de 2025.

Segundo a BeInCrypto, o levantamento da CertiK indica que reguladores de diferentes jurisdições intensificaram a fiscalização de protocolos e exchanges quanto ao cumprimento de regras de Know Your Customer (KYC) e de prevenção a crimes financeiros. O resultado foi um aumento expressivo no número de sanções e no valor das penalidades aplicadas ao longo do último ano.

A mudança reflete, em parte, o reposicionamento estratégico da própria SEC sob nova liderança, que sinalizou uma postura menos agressiva em relação a processos de valores mobiliários contra empresas cripto. Com menos ações desse tipo sendo abertas, o enforcement de AML preencheu o espaço como principal vetor de pressão regulatória.

O que é AML e por que importa para o cripto?

Anti-Money Laundering (AML) é o conjunto de leis, regulamentos e procedimentos criados para impedir que recursos obtidos ilegalmente sejam disfarçados como receitas legítimas. Para exchanges e plataformas de criptoativos, o descumprimento dessas normas pode resultar em multas milionárias, suspensão de licenças operacionais e até responsabilização criminal de executivos.

Quais os principais riscos apontados pelo relatório

O documento da CertiK detalha as frentes de risco mais críticas enfrentadas por empresas que operam com criptoativos em 2025. As categorias vão desde falhas técnicas em sistemas de monitoramento de transações até ausência de políticas internas adequadas de triagem de clientes.

🔍 Falhas em KYC/KYB

Procedimentos inadequados de verificação de identidade de clientes e parceiros comerciais são a principal porta de entrada para penalidades de AML, segundo o relatório.

🌐 Exposição a jurisdições de alto risco

Plataformas que operam ou aceitam clientes de países sob sanções internacionais enfrentam escrutínio crescente de reguladores como FinCEN e OFAC nos EUA.

📊 Monitoramento de transações deficiente

A ausência de sistemas automatizados para detectar padrões suspeitos de movimentação financeira é apontada como gap crítico de compliance em diversas empresas auditadas.

⚖️ Recuo da SEC

A menor agressividade da SEC em novos processos de valores mobiliários não equivale a um ambiente mais seguro — o vácuo é preenchido por outras agências regulatórias.

Implicações para o mercado brasileiro

No Brasil, o Banco Central e a Receita Federal mantêm exigências próprias de conformidade para exchanges e prestadores de serviços de ativos virtuais (VASPs), alinhadas às recomendações do GAFI (Grupo de Ação Financeira Internacional). O endurecimento global do enforcement de AML tende a reforçar a pressão doméstica por estruturas de compliance mais robustas.

Para investidores individuais, o cenário regulatório mais restritivo também traz reflexos práticos — especialmente na obrigação de declarar corretamente os ativos digitais perante o Fisco. Entender as regras vigentes é parte essencial de qualquer estratégia responsável com criptoativos.

Leia tambem: guia completo de criptomoedas.

📌 Nota editorial

As informações deste artigo são baseadas no relatório divulgado pela CertiK e reportado pela BeInCrypto. O KriptoHoje não teve acesso ao documento original na íntegra e não confirma de forma independente todos os dados citados. Recomendamos a leitura das fontes primárias para análise completa.

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