A Poolin, uma das maiores pools de mineração de Bitcoin do mundo, enfrenta um passivo de US$ 163,7 milhões com usuários de carteira e uma venda de ativos no Texas que pode desmoronar na justiça ainda na próxima semana.
A Poolin, pool de mineração de Bitcoin que já figurou entre as maiores do mundo em hashrate, acumula uma dívida de US$ 163,7 milhões com usuários que mantinham fundos na carteira integrada à plataforma. O número, revelado no contexto do processo de recuperação de ativos da empresa, evidencia a magnitude do problema enfrentado pelos credores que aguardam algum tipo de ressarcimento.
Segundo a CryptoSlate, a situação se complica ainda mais por conta de uma venda de ativos avaliada em US$ 52 milhões no estado americano do Texas — operação que pode ser desfeita judicialmente antes mesmo de ser homologada. O prazo de due diligence do potencial comprador, identificado como Thor, expira antes da próxima audiência de revisão no tribunal, criando uma janela de incerteza crítica para o processo.
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Os dois nós do problema: credores e fronteiras do espólio
Além da incerteza sobre a venda em si, dois outros fatores travam qualquer estimativa de recuperação para os usuários lesados. O primeiro é a delimitação do espólio: ainda não está claro quais ativos efetivamente fazem parte da massa falida e podem ser convertidos em pagamento aos credores.
O segundo fator é a ordem de prioridade dos créditos. Em processos desse tipo, diferentes classes de credores têm preferências legais distintas — o que significa que usuários comuns de carteira podem estar posicionados atrás de credores garantidos, como bancos e parceiros comerciais. O percentual real de recuperação, portanto, permanece completamente indefinido.
A Poolin deve US$ 163,7 milhões a usuários que mantinham fundos na carteira integrada à plataforma de mineração.
A transação de US$ 52 milhões envolvendo ativos no Texas pode ser cancelada: o prazo de due diligence do comprador Thor vence antes da audiência judicial de aprovação.
As fronteiras legais do espólio da Poolin ainda não foram completamente estabelecidas, dificultando qualquer cálculo de quanto os credores podem efetivamente receber.
A hierarquia legal entre classes de credores não foi definida. Usuários comuns podem estar atrás de credores garantidos, reduzindo ainda mais o potencial de recuperação.
O colapso da Poolin: uma lição sobre custódia
A situação da Poolin é mais um caso em que usuários que deixaram fundos sob custódia de terceiros — neste caso, a carteira integrada da pool — enfrentam perdas severas. O modelo “not your keys, not your coins” ganhou força exatamente a partir de casos como este, onde a insolvência de uma plataforma congela ou elimina o acesso dos usuários aos seus próprios ativos.
A Poolin chegou a ser responsável por uma fatia expressiva do hashrate global do Bitcoin em seus anos de auge. A deterioração de suas operações e o congelamento de saques de sua carteira, que começou em 2022, já haviam gerado alarme entre os mineradores e investidores ligados à plataforma.
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As informações deste artigo são baseadas em reportagem publicada pela CryptoSlate, veículo especializado em notícias sobre criptomoedas. Acesse o texto original em cryptoslate.com.
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