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Regulação de stablecoins no Brasil preocupa diretor da Coinbase

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Fabio Plein, diretor regional da Coinbase para as Américas, teme que o excesso de controle do Banco Central prejudique a inovação e o mercado de stablecoins, incluindo as pareadas ao real.

A regulação de stablecoins no Brasil está no centro das preocupações da Coinbase. Segundo a Criptomoedas, em reportagem do InvestNews, o diretor Fabio Plein afirmou que as regras do Banco Central podem trazer mais segurança aos investidores, mas que o excesso de exigências pode afetar a inovação.

“Nossa grande preocupação é que o excesso de controle regulatório possa acabar desestimulando um ambiente de inovação vibrante no Brasil, que usa cripto como infraestrutura e tecnologia”, disse o executivo.

O debate sobre o enquadramento das stablecoins

A Coinbase defende que as stablecoins sejam tratadas como ativos digitais. Já a possibilidade de classificá-las como ativos cambiais está no centro das discussões regulatórias.

Para Plein, esse enquadramento pode gerar consequências indesejadas aos usuários, como a incidência de IOF em operações domésticas, algo que, na visão dele, “não faria sentido”.

⚖️ Ativo digital

Enquadramento defendido pela Coinbase para as stablecoins.

💱 Ativo cambial

Possibilidade em discussão, que poderia levar à incidência de IOF em operações domésticas, segundo Plein.

O executivo também avalia que as incertezas podem afetar as stablecoins pareadas ao real. Para ele, esse mercado tem potencial de crescer e ajudar na internacionalização de produtos brasileiros por meio da tokenização.

Coinbase pedirá autorização como intermediária

O prazo para empresas pedirem autorização ao Banco Central termina em 30 de outubro. As modalidades são intermediária, custodiante e corretora de ativos virtuais, cada uma com atividades específicas.

A Coinbase solicitará autorização como intermediária. Segundo Plein, o time faz os ajustes finais para formalizar o registro nos próximos dias.

A empresa também pretende oferecer custódia, mas sem pedir autorização específica. Usará sua estrutura global, fora do Brasil, modelo que, segundo o executivo, é permitido desde que cumpridos os requisitos aplicáveis.

Sem pedido, sem operação

Empresas que não apresentarem o pedido até a data-limite terão 30 dias para encerrar serviços com ativos virtuais. A regra foi reforçada por Nagel Lisânias Paulino, chefe de divisão do Denor, do Banco Central, em evento em São Paulo.

O que isso significa para quem investe no Brasil

O desfecho do enquadramento das stablecoins pode definir se operações domésticas terão custo tributário adicional. Além disso, nem todas as empresas devem continuar: a Revolut anunciou o encerramento dos serviços cripto para clientes brasileiros, segundo informação do BitNotícias.

Por outro lado, a Mural, infraestrutura financeira para fintechs sediada em Nova York, captou US$ 15 milhões em rodada liderada pela Tether, emissora do USDT, e tem entre as metas ampliar a operação no Brasil.

Leia também: guia completo de criptomoedas.

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CEO da KriptoBR, Revenda oficial de carteiras de hardware no Brasil. Acompanha a evolução regulatória do setor de criptoativos no país e seus efeitos práticos sobre quem guarda os próprios ativos.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
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Jefferson Rondolfo
CEO da KriptoBR, Revenda oficial de carteiras de hardware no Brasil. Acompanha a evolução regulatória do setor de criptoativos no país e seus efeitos práticos sobre quem guarda os próprios ativos.

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