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Tokenomics ainda não foi resolvido pelo mercado cripto

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Um dos nomes mais influentes do capital de risco em cripto afirma que o setor ainda não encontrou um modelo eficiente para distribuição de tokens — e isso afeta toda a cadeia de projetos.

David Pakman, sócio-gestor da CoinFund, uma das firmas de venture capital mais ativas no ecossistema de ativos digitais, fez uma afirmação direta durante entrevista ao podcast The Starting Block: o mercado de criptomoedas ainda não resolveu o problema de tokenomics. A declaração coloca em debate um dos temas mais sensíveis do setor — como projetar, distribuir e sustentar o valor de um token ao longo do tempo.

Segundo a The Block, Pakman argumentou que a maioria dos projetos enfrenta dificuldades estruturais ao tentar usar seus próprios tokens como forma de remuneração para desenvolvedores, parceiros e demais contribuidores. O problema central: quando um projeto paga em seu próprio token, está essencialmente apostando que aquele ativo manterá — ou aumentará — seu valor. Na prática, isso raramente acontece de forma previsível.

Para leitores que estão chegando agora ao universo cripto, o conceito de tokenomics (junção de “token” e “economics”) descreve as regras econômicas que regem um criptoativo: quantidade total emitida, como os tokens são distribuídos, quem os recebe e em que momento. Um modelo bem desenhado pode sustentar um ecossistema por anos; um modelo falho pode destruir o valor do projeto em semanas. Para se aprofundar no tema, vale conferir o guia completo de criptomoedas da KriptoBR.

A proposta de Pakman: pagar em stablecoins

Durante a entrevista, Pakman foi além do diagnóstico e apresentou uma sugestão concreta: projetos deveriam considerar remunerar seus contribuidores em stablecoins — ativos digitais atrelados a moedas estáveis, como o dólar — em vez de distribuir seus próprios tokens como forma de pagamento.

A lógica por trás da proposta é direta: stablecoins eliminam a volatilidade do pagamento, garantindo que desenvolvedores e parceiros recebam um valor previsível pelo trabalho prestado. Isso reduziria a pressão de venda sobre o token nativo do projeto, que muitas vezes despenca quando colaboradores liquidam suas remunerações no mercado aberto.

🪙 O que são tokenomics?

Conjunto de regras econômicas de um token: oferta total, distribuição, desbloqueio e incentivos. Define se um projeto é sustentável a longo prazo.

💵 O que são stablecoins?

Criptoativos com valor estável, geralmente atrelados ao dólar. Exemplos: USDT, USDC e DAI. Eliminam a volatilidade típica das criptomoedas.

📉 O problema da pressão de venda

Quando colaboradores recebem tokens e os vendem imediatamente, o preço cai. Isso desincentiva novos participantes e fragiliza o projeto.

🏦 O papel do venture capital

Firmas como a CoinFund investem em projetos cripto em estágio inicial, influenciando diretamente decisões sobre estrutura de tokens e governança.

Um debate que vai além de um único projeto

A fala de Pakman não é isolada. O debate sobre tokenomics permeia o setor há anos, mas ganhou força depois de ciclos de mercado que expuseram fragilidades em projetos outrora celebrados. Modelos que dependem de emissão constante de tokens para recompensar usuários — como os chamados esquemas de “play-to-earn” ou protocolos de liquidez com APY elevado — mostraram-se insustentáveis quando o crescimento de novos participantes desacelerou.

O que disse Pakman, na prática

Segundo a The Block, o gestor da CoinFund afirmou durante o The Starting Block que o setor cripto como um todo ainda não desenvolveu uma solução definitiva para o problema de tokenomics — e sugeriu que pagar colaboradores em stablecoins poderia ser um caminho mais honesto e sustentável do que distribuir tokens com valor incerto.

Para quem está começando a entender o mercado, essa discussão é relevante porque afeta diretamente a confiança em projetos cripto. Um token com distribuição bem planejada tende a ter menos volatilidade artificial e mais alinhamento entre os interesses da equipe e dos usuários. Já projetos com tokenomics mal estruturadas costumam beneficiar desproporcionalmente os primeiros investidores, em detrimento de quem entra depois.

📌 Nota editorial

A CoinFund é uma gestora norte-americana especializada em investimentos em criptoativos e projetos de blockchain. David Pakman é sócio-gestor da firma e figura frequente em discussões sobre o futuro da indústria cripto. As opiniões expressas são de caráter pessoal e não representam recomendação de investimento.

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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O KriptoHoje não é consultor de investimentos e não recomenda a compra, venda ou manutenção de qualquer ativo. Investimento em criptoativos envolve risco elevado de perda total.

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Sócio investidor da KriptoBR. Acompanha mercado de criptoativos, fluxo de fundos institucionais e o comportamento dos ETFs de Bitcoin e Ethereum.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
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Edilson Lauro
Sócio investidor da KriptoBR. Acompanha mercado de criptoativos, fluxo de fundos institucionais e o comportamento dos ETFs de Bitcoin e Ethereum.

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