Tom Lee e Jordi Visser discordam sobre o momento do ciclo de inteligência artificial, mas suas análises convergem para o mesmo ativo: o Ethereum como infraestrutura do que vem a seguir.
Dois analistas de peso do mercado financeiro global chegaram a conclusões opostas sobre o estágio atual do chamado trade de inteligência artificial — mas, ao final de seus raciocínios, ambos apontam para o mesmo destino: o Ethereum e as redes de infraestrutura cripto.
De um lado, Tom Lee, cofundador da Fundstrat Global Advisors, acredita que o ciclo de IA ainda tem fôlego. Para ele, o mercado está longe de precificar completamente o impacto da tecnologia sobre a produtividade e os lucros corporativos — e ativos ligados à infraestrutura digital, incluindo criptomoedas, devem se beneficiar dessa onda.
Do outro lado, Jordi Visser, presidente e CIO da Weiss Multi-Strategy Advisers, defende que o trade de IA como tese de mercado já atingiu seu pico de narrativa. Segundo ele, o entusiasmo excessivo em torno das big techs ligadas à IA já está refletido nos preços — e o próximo ciclo de ganhos virá de camadas de aplicação e protocolos descentralizados.
Caminhos diferentes, mesmo destino
Apesar da divergência sobre o timing, a conclusão prática de ambos os analistas converge: o Ethereum ocupa uma posição estratégica nesse cenário. Segundo a BeInCrypto, Lee e Visser enxergam as redes de contratos inteligentes — com o Ethereum no centro — como a camada de liquidação e execução mais relevante para aplicações de IA descentralizada.
A lógica é que, independentemente de quando o ciclo de IA “oficial” termina nas bolsas tradicionais, a demanda por infraestrutura de computação verificável, contratos autônomos e pagamentos programáveis deve crescer. E o Ethereum, com seu ecossistema maduro de smart contracts e camadas 2, estaria bem posicionado para absorver esse fluxo.
Leia também: guia completo de Ethereum.
O ciclo de inteligência artificial não terminou. Ganhos de produtividade ainda não foram precificados pelo mercado. Ethereum e cripto se beneficiam como infraestrutura digital.
O entusiasmo das big techs de IA já está nos preços. O próximo ciclo de valorização virá de protocolos descentralizados e camadas de aplicação — onde o Ethereum lidera.
Por que o Ethereum aparece nos dois cenários?
A recorrência do Ethereum nas teses de analistas com visões opostas não é coincidência. A rede acumula a maior base de desenvolvedores ativos, o maior volume de valor travado em protocolos DeFi e uma arquitetura que permite a criação de agentes autônomos e sistemas de pagamento programáveis — elementos que ganham relevância à medida que aplicações de IA passam a operar de forma independente.
IA e cripto: uma convergência estrutural
Agentes de inteligência artificial que precisam realizar pagamentos, firmar contratos ou registrar dados de forma auditável encontram nas redes de smart contracts uma infraestrutura natural. O Ethereum, com sua camada de liquidação descentralizada e ecossistema de Layer 2, é hoje o protocolo com maior capacidade de absorver essa demanda em escala.
Vale lembrar que a tese não é nova: projetos como Fetch.ai, Autonolas e diversas iniciativas de “agentes de IA on-chain” já exploram essa interseção há alguns anos. O que muda agora é o volume de capital institucional e de analistas tradicionais passando a considerar esse cruzamento como relevante para alocação de portfólio.
📌 Nota editorial
As opiniões de Tom Lee e Jordi Visser foram reportadas originalmente pela BeInCrypto e representam análises de mercado de terceiros. O KriptoHoje não endossa nem refuta as projeções citadas. Toda decisão de alocação de ativos deve ser precedida de análise independente.
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