A Trezor anunciou que vai reduzir o número de revendedores autorizados de suas hardware wallets, citando incidentes recentes na cadeia de suprimentos, dias após a Ledger investigar carteiras esvaziadas.
A fabricante de hardware wallets Trezor informou, em publicação no X na terça-feira, que vai diminuir a lista de revendedores autorizados a vender seus dispositivos. Segundo a Unchained, a empresa justificou a medida com “incidentes recentes na cadeia de suprimentos”.
Com uma rede menor, a Trezor afirma que consegue verificar com mais eficiência os parceiros com quem trabalha. A publicação não informou quantos revendedores serão cortados, quais são eles nem a data da mudança.
Leia também: hardware wallets para iniciantes.
O que a Trezor disse sobre os Trezor revendedores
A empresa fez questão de separar a decisão de qualquer falha em seus produtos. “Não há uma única evidência de que dispositivos Trezor tenham sido comprometidos”, escreveu. Ela classificou o corte como medida preventiva, tomada por excesso de cautela, e agradeceu aos parceiros pelos anos de trabalho.
A Trezor também não detalhou quais incidentes tinha em mente, e o texto de terça-feira não menciona outra empresa ou revendedor.
Rede de revendedores será reduzida como medida preventiva, sem evidência de dispositivos comprometidos, segundo a Trezor.
Número de revendedores afetados, nomes e data de entrada em vigor não foram divulgados.
O caso Ledger e a CryptoBilis
O anúncio veio quatro dias depois de a rival Ledger abrir investigação sobre carteiras esvaziadas ligadas a aparelhos vendidos no Sudeste Asiático pela revendedora CryptoBilis. Em 9 de outubro, a Ledger disse ter pedido à CryptoBilis que pausasse vendas e envios de seus dispositivos.
Depois, a empresa afirmou que o aparelho de um usuário afetado continha um implante de hardware não autorizado. Analistas onchain estimam perdas de cerca de US$ 93 milhões a mais de US$ 103 milhões. A Ledger não confirmou um total.
CryptoBilis já estava fora da Trezor
Em resposta no X na segunda-feira, a Trezor disse que a CryptoBilis já havia saído de sua lista e que as vendas por ela foram interrompidas. A empresa acrescentou: “Não temos relatos de Trezors adulterados da CryptoBilis”.
O que isso significa para quem investe no Brasil
A fonte não trata do mercado brasileiro, mas o episódio reforça um ponto geral: a origem do aparelho importa. Comprar hardware wallets de canais oficiais e autorizados pelo fabricante reduz o risco de adulteração na cadeia de suprimentos.
📝 Nota editorial
As informações sobre perdas vêm de estimativas de analistas onchain citadas pela Unchained. A Ledger não confirmou um valor total, e a Trezor não detalhou os incidentes a que se refere.
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