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Empresa testa usina heliotérmica para atrair mineradores de Bitcoin

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No semiárido baiano, um projeto inédito combina energia solar concentrada com mineração institucional de Bitcoin — e pode mostrar um novo caminho para aproveitar energia renovável que seria desperdiçada.

A empresa Axia, antiga subsidiária da Eletrobras, está testando uma usina heliotérmica no município de Casa Nova, no interior da Bahia, com o objetivo de atrair grandes consumidores de energia — entre eles, mineradores de Bitcoin. O projeto combina geração por energia solar concentrada (CSP, na sigla em inglês) com uma minirrede elétrica isolada, estrutura ainda rara no Brasil.

A tecnologia heliotérmica difere dos painéis fotovoltaicos convencionais: em vez de converter luz diretamente em eletricidade, ela utiliza espelhos para concentrar a radiação solar, gerar calor e acionar turbinas. A vantagem é a capacidade de armazenar energia térmica e continuar gerando eletricidade mesmo após o pôr do sol — característica relevante para operações que exigem fornecimento contínuo, como a mineração de criptoativos.

Segundo a Exame, a Radius Mining firmou um contrato de operação e manutenção (O&M) com a Axia e já mira o aproveitamento de energia renovável que seria desperdiçada pela rede para viabilizar a mineração institucional de BTC na região. O modelo busca transformar excedentes energéticos em receita por meio do processamento de transações da rede Bitcoin.

☀️ Tecnologia CSP

A energia solar concentrada usa espelhos para gerar calor e acionar turbinas, permitindo armazenamento térmico e geração contínua mesmo à noite.

⚡ Minirrede isolada

A estrutura opera de forma independente da rede nacional, o que viabiliza o atendimento a grandes consumidores em regiões remotas do semiárido.

🏭 Radius Mining

A empresa assinou contrato de O&M com a Axia e pretende usar energia renovável excedente para operações institucionais de mineração de Bitcoin.

📍 Casa Nova (BA)

O município baiano, com alta irradiação solar, foi escolhido como sede do projeto-piloto que testa o modelo de geração e consumo energético integrado.

Mineração com energia renovável: por que o modelo interessa

A mineração de Bitcoin é frequentemente criticada pelo seu consumo energético elevado. Por isso, iniciativas que associam o processo a fontes renováveis têm ganhado atenção global. No caso do projeto baiano, o diferencial está no uso de energia que, sem um consumidor dedicado de grande porte, seria simplesmente desperdiçada pela rede.

Esse conceito — conhecido no setor como stranded energy (energia encalhada) — é cada vez mais explorado por mineradoras ao redor do mundo. A lógica é simples: os equipamentos de mineração atuam como compradores flexíveis de última instância, consumindo o excedente de geração nos momentos de menor demanda ou de dificuldade de escoamento pela rede elétrica.

O que é mineração institucional de Bitcoin?

Diferente da mineração doméstica com poucos equipamentos, a mineração institucional envolve grandes data centers com milhares de máquinas especializadas (ASICs), contratos de energia em escala industrial e gestão profissional de infraestrutura. O objetivo é processar transações da rede Bitcoin e receber recompensas em BTC de forma competitiva e eficiente.

Segundo a Exame, o projeto da Axia ainda está em fase de testes, com foco na validação técnica da usina e na atração de grandes consumidores para a minirrede. A parceria com a Radius Mining representa um passo concreto nessa direção, mas os detalhes sobre capacidade instalada e cronograma de operação plena ainda não foram divulgados publicamente.

Para entender melhor como funciona a rede que sustenta toda essa estrutura de mineração, confira o guia completo de Bitcoin para iniciantes, produzido pela KriptoBR.

📰 Contexto editorial

As informações deste artigo são baseadas em reportagem publicada pela Exame. O KriptoHoje reescreveu e contextualizou o conteúdo de forma independente, sem reprodução literal do texto original.

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Analista de suporte técnico da KriptoBR. Atende diariamente usuários de carteiras de hardware — configuração, recuperação de frase semente e boas práticas de autocustódia.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
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Nicolas Maia
Analista de suporte técnico da KriptoBR. Atende diariamente usuários de carteiras de hardware — configuração, recuperação de frase semente e boas práticas de autocustódia.

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