InícioRegulaçãoBrasilAssociações cripto criticam reforma da CVM e alertam tokenização

Associações cripto criticam reforma da CVM e alertam tokenização

-

Entidades representativas do mercado cripto brasileiro e de fintechs levantam preocupações sobre a revisão da Resolução CVM 88, alertando para impactos na tokenização de ativos e no acesso ao crédito.

Associações ligadas ao setor de criptoativos e empresas de tecnologia financeira enviaram manifestações formais à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) questionando as propostas de alteração da Resolução CVM 88, que regula as plataformas de financiamento coletivo por investimento — o chamado crowdfunding de investimento. As entidades alertam que, da forma como estão desenhadas, as mudanças podem prejudicar iniciativas de tokenização de ativos e restringir o acesso de pequenas empresas ao crédito no país.

A norma em questão foi criada originalmente para regulamentar plataformas que conectam investidores a pequenas e médias empresas em busca de capital. Com o avanço da tecnologia blockchain, esse arcabouço passou a ser utilizado também por projetos de tokenização — a representação digital de ativos reais em redes descentralizadas. A proposta de revisão da CVM, no entanto, teria gerado insegurança jurídica sobre como esses modelos de negócio devem operar daqui em diante.

Segundo o Portal do Bitcoin, as críticas partiram de múltiplas frentes do ecossistema financeiro digital, incluindo associações especializadas em ativos virtuais e fintechs que utilizam a infraestrutura da CVM 88 para estruturar produtos tokenizados. O principal ponto de tensão está nas novas exigências que poderiam elevar barreiras regulatórias para plataformas de menor porte.

O que está em jogo na revisão da CVM 88

A Resolução CVM 88 é considerada um dos pilares regulatórios para o desenvolvimento do mercado de capitais alternativo no Brasil. Plataformas autorizadas sob essa norma podem captar recursos de investidores para financiar empresas emergentes, com limites definidos de aporte e requisitos simplificados em relação às ofertas públicas tradicionais.

Com a popularização da tokenização, diversas plataformas passaram a usar esse modelo para emitir tokens lastreados em recebíveis, imóveis, precatórios e outros ativos. As entidades argumentam que as alterações propostas podem inviabilizar estruturalmente esses produtos, já que impõem exigências incompatíveis com a natureza ágil e descentralizada da tecnologia blockchain.

🏛️ Crowdfunding regulado

A CVM 88 permite que plataformas captem recursos para PMEs com requisitos simplificados, sendo base legal para diversos projetos de tokenização no Brasil.

🔗 Tokenização em risco

Fintechs alertam que novas exigências podem tornar inviáveis produtos tokenizados estruturados sob essa norma, afetando a inovação financeira nacional.

📉 Impacto no crédito

Associações destacam que as mudanças podem reduzir o acesso de pequenas e médias empresas a fontes alternativas de financiamento no mercado de capitais.

⚖️ Insegurança jurídica

O setor pede clareza sobre como a CVM tratará plataformas que já operam com tokens emitidos sob o amparo da norma vigente durante um eventual período de transição.

Setor pede diálogo e período de transição

Entre os pontos levantados pelas associações está a ausência de um período de transição adequado para que empresas já em operação possam se adaptar às novas regras sem interrupção dos serviços prestados a investidores. A argumentação é de que mudanças abruptas em normas que sustentam produtos financeiros em andamento podem gerar prejuízos diretos a quem já investiu nessas plataformas.

As entidades também pedem que a CVM realize audiências públicas ampliadas e abra canais formais de participação para o ecossistema cripto, que tem características técnicas e operacionais distintas dos modelos tradicionais de crowdfunding previstos originalmente pela norma.

Contexto regulatório brasileiro

O Brasil vive um momento de intenso debate regulatório sobre criptoativos. Enquanto o Banco Central avança na regulamentação das exchanges sob a Lei 14.478/2022, a CVM busca delimitar sua competência sobre tokens que possam ser classificados como valores mobiliários — um processo que afeta diretamente plataformas de tokenização que operam sob a Resolução 88.

A CVM ainda não se pronunciou publicamente sobre as críticas recebidas. O processo de revisão da norma faz parte de um esforço mais amplo do regulador para atualizar o arcabouço do mercado de capitais brasileiro frente às transformações trazidas pela tecnologia. A expectativa do setor é de que o órgão considere as manifestações antes de publicar uma versão final das alterações.

Para quem acompanha o mercado de criptoativos no Brasil, entender as obrigações fiscais também é essencial. Confira o guia completo de criptomoedas com tudo o que você precisa saber sobre declaração no Imposto de Renda 2026.

📰 Nota editorial

Esta reportagem foi elaborada com base em informações publicadas pelo Portal do Bitcoin. O KriptoHoje recomenda acompanhar os comunicados oficiais da CVM em gov.br/cvm para obter as versões mais atualizadas das normas em discussão.

Importante: não damos recomendação de investimento

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O KriptoHoje não é consultor de investimentos e não recomenda a compra, venda ou manutenção de qualquer ativo. Investimento em criptoativos envolve risco elevado de perda total.

Proteja seus criptoativos com a melhor hardware wallet

A KriptoBR, integrante do mesmo grupo do KriptoHoje, é a maior e mais antiga revenda oficial de hardware wallets do mundo. Trezor, Ledger, SecuX, Yubico e Key-ID.

Mais de 600 mil clientes atendidos em 32 países. Envio direto do Brasil, garantia do fabricante, suporte técnico em português.

CONHEÇA A KRIPTOBR

Leituras relacionadas

Este conteúdo é de caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Criptomoedas são ativos voláteis; consulte um profissional antes de investir.

CEO da KriptoBR, Revenda oficial de carteiras de hardware no Brasil. Acompanha a evolução regulatória do setor de criptoativos no país e seus efeitos práticos sobre quem guarda os próprios ativos.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
Newsletter

As notícias que movem o mercado, sem ruído

Um resumo do que realmente importou em cripto e economia, direto no seu e-mail. Sem hype e sem recomendação de investimento.

Jefferson Rondolfo
CEO da KriptoBR, Revenda oficial de carteiras de hardware no Brasil. Acompanha a evolução regulatória do setor de criptoativos no país e seus efeitos práticos sobre quem guarda os próprios ativos.

ULTIMAS NOTÍCIAS

15 instituições não venderam Bitcoin na queda de 50%

Pesquisa da Bitwise mostra que 15 grandes instituições mantiveram ou aumentaram suas posições em Bitcoin mesmo durante uma queda de 50% nos preços.

HTX mente em prova de reservas? Entenda o escândalo

A exchange HTX declarou ter 360 mil USDS em sua prova de reservas de setembro, mas o endereço blockchain correspondente tinha saldo zero.

Brasil lidera adoção global de criptomoedas, aponta Chainalysis

Relatório da Chainalysis aponta o Brasil como o país com maior adoção de criptomoedas no mundo, superando os Estados Unidos em stablecoins e volume on-chain.

Brasil lidera índice global de adoção cripto em 2026

Novo relatório da Chainalysis coloca o Brasil no topo do ranking de adoção cripto, com a América Latina movimentando US$ 593,8 bilhões mesmo com retração global.

SIGA A GENTE

0FãsCurtir
0SeguidoresSeguir
0SeguidoresSeguir
0InscritosInscrever

MAIS POPULAR