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Visa expande liquidação em stablecoins para Polygon e Base

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A gigante dos pagamentos Visa ampliou seu programa de liquidação com stablecoins para nove redes blockchain, incluindo Polygon e Base, com volume anualizado próximo de US$ 7 bilhões.

A Visa anunciou a expansão do seu programa de liquidação em stablecoins para incluir as redes Polygon e Base, elevando para nove o total de blockchains suportadas pelo projeto. Segundo a Cointelegraph.com News, a taxa de liquidação anualizada do programa já ultrapassa os US$ 7 bilhões, sinal de crescimento relevante para uma iniciativa ainda considerada piloto.

O programa permite que parceiros financeiros da Visa — como emissores de cartões e adquirentes — liquidem transações diretamente na blockchain, usando stablecoins como o USDC, em vez de depender exclusivamente dos sistemas bancários tradicionais. A ideia central é tornar os pagamentos internacionais mais rápidos e eficientes.

Leia tambem: guia completo de criptomoedas.

O que são stablecoins e por que importam aqui?

Stablecoins são criptomoedas projetadas para manter um valor estável, geralmente atreladas ao dólar americano em proporção de 1:1. Diferente do Bitcoin ou do Ether, elas não oscilam com o mercado — o que as torna adequadas para transações comerciais e liquidações financeiras.

No contexto da Visa, a stablecoin funciona como o “dinheiro digital” que circula entre as partes de uma transação diretamente na blockchain, sem precisar passar por múltiplos intermediários bancários. Isso pode reduzir custos e o tempo de compensação, especialmente em pagamentos entre países.

🔗 Polygon

Rede blockchain conhecida por taxas baixas e alta velocidade de transação. É amplamente usada por empresas que buscam escalar pagamentos onchain.

🔵 Base

Blockchain desenvolvida pela Coinbase, construída sobre a tecnologia da rede Ethereum. Vem ganhando tração entre projetos voltados ao mercado financeiro.

💵 USDC

Principal stablecoin usada nas liquidações da Visa. Emitida pela Circle, é lastreada em dólar e auditada regularmente.

📊 US$ 7 bilhões

Taxa de liquidação anualizada do programa, indicando o ritmo atual de volume processado onchain pelos parceiros da Visa.

Nove blockchains no portfólio da Visa

Com a adição de Polygon e Base, a Visa agora opera seu programa de liquidação em nove redes diferentes. Entre as já integradas anteriormente estão Ethereum, Solana e outras redes de camada 1 e camada 2. A diversificação indica que a empresa não está apostando em uma única infraestrutura, mas testando o desempenho de múltiplos ecossistemas.

Contexto: o que é liquidação onchain?

No sistema financeiro tradicional, a liquidação de uma transação — ou seja, a transferência efetiva dos fundos — pode levar dias e envolver múltiplos bancos intermediários. Na liquidação onchain, esse processo acontece diretamente na blockchain, com registro público e imutável, geralmente em minutos. Para a Visa, isso representa uma camada complementar ao sistema já existente, não uma substituição imediata.

Segundo a Cointelegraph.com News, o crescimento do volume é interpretado como um sinal positivo de adoção inicial, mas os próprios executivos da Visa tratam o programa como um piloto em expansão gradual — sem previsão de uma migração total para blockchain no curto prazo.

📌 Nota Editorial

O movimento da Visa segue uma tendência observada em outras grandes instituições financeiras, como o JPMorgan e o banco central europeu, que também exploram liquidações baseadas em ativos digitais. A entrada de players tradicionais no ecossistema blockchain tende a aumentar a discussão regulatória sobre stablecoins em todo o mundo.

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CEO da KriptoBR, Revenda oficial de carteiras de hardware no Brasil. Acompanha a evolução regulatória do setor de criptoativos no país e seus efeitos práticos sobre quem guarda os próprios ativos.
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Jefferson Rondolfo
CEO da KriptoBR, Revenda oficial de carteiras de hardware no Brasil. Acompanha a evolução regulatória do setor de criptoativos no país e seus efeitos práticos sobre quem guarda os próprios ativos.

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