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Tokenização de fundos do BTG no XRP Ledger sai do sandbox

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A CSD BR, depositária que compete com a B3, vai espelhar cotas de fundos do BTG Pactual no XRP Ledger. O projeto com a Ripple já opera com transações reais e dentro da regulação brasileira.

A tokenização de fundos no Brasil ganhou um caso que vai além da fase de testes. Segundo a BlockTrends, a CSD BR anunciou a primeira etapa de uma parceria com a Ripple para registrar cotas de fundos do BTG Pactual no XRP Ledger.

De acordo com a publicação, é a primeira vez que uma infraestrutura de mercado regulada substitui, em produção, parte do seu sistema centralizado por uma camada blockchain.

Sílvio Pegado, Managing Director da Ripple para a América Latina, afirmou que a operação já roda com transações reais e dentro das regras vigentes. Daniel Polano, Diretor de Produtos e Clientes da CSD BR, reforçou que a arquitetura respeita o arcabouço normativo atual.

Como funciona a tokenização de fundos no XRPL

As cotas depositadas na CSD BR serão tokenizadas e espelhadas no XRP Ledger com o padrão Multi-Purpose Token (MPT). O registro oficial continua nos sistemas da CSD BR.

A blockchain funciona como camada complementar de consulta e auditoria. Participantes autorizados podem conferir a consistência dos registros de forma transparente e em tempo real.

🏦 Registro oficial

Permanece nos sistemas da CSD BR. A blockchain não substitui o registro principal.

🔐 Ambiente permissionado

Acesso restrito a clientes corporativos e bancários, com KYC e prevenção à lavagem de dinheiro.

🔎 Consulta e auditoria

Participantes autorizados verificam os registros em tempo real.

A arquitetura combina a infraestrutura de custódia da Ripple com funções nativas do XRPL, rede criada há mais de dez anos com foco em transações institucionais. É um modelo distante dos projetos DeFi abertos: o acesso é restrito, mas a transparência e a rastreabilidade da blockchain são mantidas.

Por que o caso importa

Segundo a BlockTrends, o Brasil é um dos laboratórios mais ativos em tokenização. O Banco Central avançou com o Drex, Itaú e Santander testaram emissões tokenizadas e a CVM sinalizou abertura a ativos digitais em mercados regulados. A maioria desses projetos, porém, segue em ambientes de teste.

A CSD BR administra mais de R$ 22 trilhões em ativos registrados e processa milhões de transações em poucos minutos. Nessa escala, será possível medir se promessas como automação de conciliação, menor custo operacional e auditoria em tempo real se confirmam fora do laboratório.

Validação institucional para a Ripple

A BlockTrends aponta que o XRP Ledger disputa com Ethereum e Solana os projetos de tokenização. O foco em conformidade e em transações institucionais pode pesar nessa disputa por infraestrutura do mercado de capitais.

O BTG Pactual já opera a plataforma Mynt, de negociação de criptomoedas no varejo. Ao escolher cotas de fundos tradicionais como primeiro caso, o banco indica disposição de testar blockchain em produtos de prateleira. A fonte lembra que a CSD BR também cresce no segmento de derivativos.

O que isso significa para quem investe no Brasil

O impacto imediato para o investidor é indireto. Não há, por ora, oferta de cotas tokenizadas ao público pelo celular. A infraestrutura, porém, pode no médio prazo reduzir custos de custódia e acelerar liquidações, segundo a leitura da BlockTrends.

O projeto se encaixa no ambiente regulatório brasileiro, que tem sido receptivo à tokenização, mas com cautela. Se o modelo funcionar na escala da CSD BR, a fonte vê possibilidade de replicação em outros mercados emergentes.

Leia também: backup offline com a Ledger Recovery Key.

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Beatriz Pacheco
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