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Banco Central cria código para operações cripto no exterior

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O Banco Central publicou a Resolução BCB nº 599, que cria um código próprio para ajustes de posição ligados à compra ou venda de ativos virtuais com instituições estrangeiras no câmbio brasileiro.

O Banco Central criou uma nova classificação para operações cripto no exterior realizadas por instituições do mercado de câmbio. A mudança está na Resolução BCB nº 599, publicada nesta sexta-feira (9) no Diário Oficial da União.

Segundo a Portal do Bitcoin, a norma inclui um código específico para identificar ajustes de posição decorrentes da compra ou venda de criptomoedas com instituições estrangeiras. Com isso, esses registros ficam mais precisos e mais fáceis de acompanhar pelo regulador.

O que muda nas operações cripto no exterior

A resolução altera o Anexo V da Resolução BCB nº 277, de dezembro de 2022. Esse anexo reúne os códigos que as instituições usam para informar a finalidade das operações de câmbio.

O novo código é o 99516, descrito como “Ajustes de posição decorrentes de compra ou venda de ativos virtuais com instituições do exterior”. A regra vale desde a publicação, sem prazo adicional de adaptação.

🔢 Código 99516

Identifica ajustes de posição em compra ou venda de ativos virtuais com instituições do exterior.

💳 Código 34203

Classifica obrigações do uso internacional de cartões ou meios de pagamento eletrônico com transferência de ativos virtuais.

A distinção importa porque as duas situações envolvem criptomoedas, mas têm naturezas diferentes. O enquadramento depende do tipo de transação, e não apenas de ela envolver Bitcoin, stablecoins ou outros ativos digitais.

Na prática, uma instituição autorizada a operar em câmbio que negocie ativos virtuais com uma congênere estrangeira e precise ajustar sua posição passa a usar um código próprio, separado de ajustes ligados a investimentos financeiros tradicionais no exterior.

O que a resolução não faz

A norma não altera exigências de capital, custódia ou autorização das empresas. Também não cria tributação nem limite de valor, e não impõe nova declaração a quem apenas compra ou mantém criptomoedas.

Contexto do marco regulatório

Em novembro de 2025, o Banco Central publicou três resoluções centrais. A Resolução 519 trata da autorização das prestadoras de serviços de ativos virtuais, e a 520 define regras para suas atividades e operações.

A Resolução 521 incluiu certas operações com criptoativos no mercado de câmbio, como pagamentos e transferências internacionais, uso de cartões no exterior, transferências para carteiras de autocustódia e operações com ativos referenciados em moedas fiduciárias, como determinadas stablecoins.

Essas atividades passaram a ser abrangidas pela regulamentação cambial em fevereiro de 2026. Em maio, começaram a valer exigências de prestação de informações ao Banco Central sobre algumas operações. A 521 também prevê identificação de clientes, finalidade das transferências e verificação de origem e destino, visando prevenir lavagem de dinheiro.

O que isso significa para quem investe no Brasil

A mudança tem foco nas instituições que atuam no câmbio, não no investidor pessoa física. Ainda assim, mostra o avanço da integração das operações com criptomoedas aos mecanismos de registro e acompanhamento do regulador.

Há também um prazo próximo: empresas que já prestavam serviços com criptomoedas no país precisam protocolar até 30 de outubro a primeira etapa dos pedidos de autorização. Segundo a fonte, a nova classificação cambial é independente desse processo de licenciamento.

Leia tambem: como declarar Bitcoin no IR 2026.

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CEO da KriptoBR, Revenda oficial de carteiras de hardware no Brasil. Acompanha a evolução regulatória do setor de criptoativos no país e seus efeitos práticos sobre quem guarda os próprios ativos.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
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Jefferson Rondolfo
CEO da KriptoBR, Revenda oficial de carteiras de hardware no Brasil. Acompanha a evolução regulatória do setor de criptoativos no país e seus efeitos práticos sobre quem guarda os próprios ativos.

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