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Revolut encerra criptomoedas no Brasil por regra do BC

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A fintech Revolut vai encerrar a oferta de criptomoedas no Brasil em meio às novas regras do Banco Central. Clientes têm até 24 de novembro para vender, e depois disso haverá liquidação automática.

A Revolut criptomoedas no Brasil chega ao fim em seu formato atual. A fintech, uma das maiores do mundo, anunciou que vai encerrar o serviço diante das mudanças regulatórias promovidas pelo Banco Central. Segundo a Portal do Bitcoin, as novas compras de Bitcoin e outros ativos foram interrompidas antes de 30 de outubro, data-limite para as empresas do setor pedirem autorização ao regulador.

A empresa disse ao veículo que o modelo atual, oferecido pela plataforma multimoedas, exige ajustes para cumprir as novas regras. Por isso, decidiu pausar a oferta e priorizar outras frentes de produtos e operações no país, enquanto avalia os requisitos para uma eventual retomada.

Cronograma para os clientes da Revolut

Os clientes brasileiros já foram comunicados sobre os procedimentos. O fim das compras ocorreu em 21 de outubro. Desde então, só é possível vender os ativos que já estão nas contas.

🛑 21 de outubro

Fim das compras de criptomoedas. A partir daí, apenas vendas.

💱 Até 24 de novembro

Prazo para os clientes venderem voluntariamente suas criptomoedas.

⚠️ 25 de novembro

Ativos restantes são vendidos automaticamente, convertidos em dólares e creditados na conta internacional.

Na prática, quem mantiver Bitcoin, Ethereum ou outros ativos na plataforma poderá ter a posição encerrada pelo preço de mercado do momento, mesmo sem querer vender.

Mudança de rumo após plano de adaptação

Em setembro, a Revolut havia dito aos clientes que pretendia transferir as contas de cripto para uma entidade local. Até então, o serviço era prestado pela Revolut Technologies Singapore, sediada em Singapura e supervisionada pela autoridade monetária de lá.

O plano era migrar para uma Sociedade Prestadora de Serviços de Ativos Virtuais (SPSAV) no Brasil. A empresa chegou a divulgar novos termos, com negociações em reais. A fintech começou a operar no país em 2023, com conta global multimoedas e compra e venda de ativos digitais.

Não é a saída do Brasil

A Revolut continuará com a conta multimoedas e com os serviços de pagamentos e transferências internacionais. A suspensão também não afeta as operações globais de cripto, que incluem uma exchange própria e serviços regulados em outros países.

O que isso significa para quem investe no Brasil

As regras do Banco Central foram publicadas em novembro de 2025, principalmente pelas Resoluções BCB nº 519, 520 e 521. Elas exigem capital mínimo, governança, controles internos, custódia, segurança cibernética e prevenção à lavagem de dinheiro.

O setor está se reorganizando. Coinext, NovaDAX e Digitra.com anunciaram o encerramento de operações no país, enquanto Bybit e OKX confirmaram pedidos de autorização para continuar. Quem usava a Revolut precisa acompanhar os prazos, já que a venda automática ocorre ao preço vigente.

Leia também: como declarar Bitcoin no IR 2026.

A Revolut não deu data para voltar. A empresa afirmou manter interesse no mercado brasileiro, em conformidade com a nova regulação, e disse que os criptoativos seguem importantes na estratégia internacional. Na segunda-feira (19), anunciou uma licença para serviços de ativos digitais em Gibraltar, que se soma às operações no Reino Unido e na União Europeia.

📌 Nota editorial

Os prazos e procedimentos citados vêm da Revolut, conforme relatado pela Portal do Bitcoin. Clientes devem consultar as comunicações oficiais recebidas da empresa.

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CEO da KriptoBR, Revenda oficial de carteiras de hardware no Brasil. Acompanha a evolução regulatória do setor de criptoativos no país e seus efeitos práticos sobre quem guarda os próprios ativos.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
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Jefferson Rondolfo
CEO da KriptoBR, Revenda oficial de carteiras de hardware no Brasil. Acompanha a evolução regulatória do setor de criptoativos no país e seus efeitos práticos sobre quem guarda os próprios ativos.

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