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Lei Anticrime Deepfake propõe bloqueio rápido de cripto

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Projeto do deputado José Medeiros obriga corretoras, bancos e instituições de pagamento a colaborar com investigações e prevê penas de até 12 anos de prisão para golpes com vídeo manipulado ou voz artificial.

A Lei Anticrime Deepfake é o nome dado ao Projeto de Lei 5.729/2026, apresentado na Câmara dos Deputados pelo deputado federal José Medeiros (PL-MT). Segundo a Livecoins, o texto cria um protocolo nacional de emergência para conter a fuga de dinheiro em golpes com inteligência artificial e clonagem de voz.

A proposta mira a velocidade dos criminosos. Na justificativa, o autor alerta que uma transferência fraudulenta acontece em poucos segundos e que o dinheiro pode ser fragmentado ou convertido em criptoativos antes de qualquer reação policial.

O que a Lei Anticrime Deepfake exige das plataformas

Pelo artigo 12, corretoras de criptomoedas, bancos e instituições de pagamento deverão fornecer registros detalhados de operações mediante ordem judicial ou requisição fundamentada. Isso vale também para as Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais (PSAVs).

🔎 Rastreamento

Conta de origem, endereço de destino, titular cadastrado e beneficiários finais dos recursos.

🔐 Acesso e histórico

Mecanismos de autenticação usados, transferências anteriores ou posteriores e dados sobre conversão de saldos.

⚖️ Sequestro de carteiras

Alteração na Lei de Lavagem de Dinheiro (Lei 9.613/1998) para juízes decretarem bloqueio, apreensão ou sequestro de ativos virtuais.

🗂️ Metadados

Mudança no Marco Civil da Internet para guarda de IP e porta lógica por 90 dias após pedido da polícia ou do Ministério Público.

De acordo com a fonte, a Lei 14.478/2022 já determina que as PSAVs sigam a regulação do Banco Central. O projeto não muda isso: apenas obriga as empresas a colaborar com investigações.

Se os valores desviados cruzarem fronteiras, as ordens judiciais poderão alcançar patrimônio no exterior por meio de tratados internacionais de cooperação.

Penas de até 12 anos e foco em videochamadas

No Código Penal, a pena para estelionato ou extorsão com auxílio determinante de vídeo manipulado ou voz artificial passa a ser de seis a doze anos de reclusão. A punição aumenta de metade até dois terços em golpes aplicados ao vivo, durante chamadas de vídeo. Nas versões tecnológicas do golpe do falso sequestro, o acréscimo é de um a dois terços.

Dados citados na justificativa

O texto cita relatórios do FBI segundo os quais crimes cibernéticos ligados à IA causaram perdas de US$ 893 milhões em 2025, sendo US$ 632 milhões por falsas promessas de investimento. Também lembra o roubo de US$ 25 milhões contra a empresa Arup em uma videoconferência falsa.

O projeto dá atenção especial a fraudes contra diretores corporativos e cadeias do agronegócio. Há ainda previsão de confisco de computadores e instrumentos usados nos crimes, e uma ressalva: o uso pacífico da tecnologia em obras artísticas, sátiras ou paródias não será punido.

💬 Palavra do autor

Na justificativa, José Medeiros afirma que o patrimônio criminoso contemporâneo pode circular por contas bancárias, instituições de pagamento, ativos virtuais e carteiras digitais, e que a legislação precisa acompanhar essa multiplicidade.

O que isso significa para quem investe no Brasil

O projeto começa a tramitar no Congresso e pode mudar nas votações. Se aprovado, corretoras que atuam no país teriam de responder rapidamente a ordens judiciais em casos de fraude com IA, o que pode facilitar o bloqueio de valores de vítimas.

Enquanto isso, a prevenção segue com o usuário. Desconfie de videochamadas e áudios que pedem transferências urgentes.

Leia também: como identificar golpes com criptomoedas.

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CEO da KriptoBR, Revenda oficial de carteiras de hardware no Brasil. Acompanha a evolução regulatória do setor de criptoativos no país e seus efeitos práticos sobre quem guarda os próprios ativos.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
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Jefferson Rondolfo
CEO da KriptoBR, Revenda oficial de carteiras de hardware no Brasil. Acompanha a evolução regulatória do setor de criptoativos no país e seus efeitos práticos sobre quem guarda os próprios ativos.

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