Operação liderada pela Alemanha, com apoio de sete países, desmontou uma estrutura de centrais de atendimento fraudulentas que usava lucros fictícios para induzir vítimas a investir cada vez mais.
A Europol apreendeu mais de 100 servidores e prendeu sete suspeitos em uma ação internacional contra golpes com criptomoedas e outros esquemas de investimento. A operação ocorreu na terça-feira (3), segundo a Livecoins.
De acordo com a autoridade europeia, os golpistas fizeram vítimas em mais de 50 países, com prejuízos superiores a 4 milhões de euros.
Como funcionava o esquema de golpes com criptomoedas
Os criminosos mantinham centrais de atendimento que convenciam pessoas a entregar suas economias. Para ganhar confiança, exibiam lucros fictícios sobre os primeiros depósitos, que eram pequenos.
Com esses ganhos aparentes, os supostos corretores pressionavam as vítimas a transferir valores maiores. Quando elas tentavam sacar, os operadores usavam táticas de adiamento para barrar os pagamentos e, por fim, cortavam o contato.
A Europol associa a prática à técnica conhecida como pig butchering. Também apontou o uso abusivo de marketing de afiliados e anúncios enganosos para atrair vítimas. Os dados pessoais coletados eram vendidos a quem operava as centrais.
Estrutura usada para sustentar as centrais de atendimento fraudulentas.
Eles serão extraditados para a Alemanha, que liderou as investigações.
Além dos servidores, outras provas e bens foram apreendidos.
Estimativa de perdas das vítimas em mais de 50 países.
Quatro anos de investigação e cooperação internacional
A apuração começou em 2022, depois que um casal alemão denunciou não conseguir sacar o dinheiro depositado em uma plataforma de investimento. Naquele ano, duas pessoas foram presas. Em 2025, outra operação levou à prisão de nove suspeitos.
As provas reunidas levaram a uma empresa que, segundo a Europol, operava um modelo de crime como serviço a partir de Chipre e Israel. Investigadores também identificaram clientes suspeitos de manter centrais fraudulentas na Albânia, em Kosovo e na Macedônia do Norte.
A ação teve apoio de autoridades de Albânia, Chipre, Finlândia, Alemanha, Israel, Kosovo e Macedônia do Norte.
Sinal de alerta: retirada travada
No caso descrito pela Europol, o ponto de ruptura surgiu quando as vítimas tentaram sacar. Lucros exibidos em tela, pressão por novos depósitos e pretextos para atrasar saques são características do golpe relatado.
O que isso significa para quem investe no Brasil
A fonte não cita vítimas brasileiras. Ainda assim, anúncios enganosos e promessas de ganhos fáceis também circulam em português. Desconfiar de plataformas que dificultam saques e proteger dados pessoais são cuidados básicos. Para aprofundar o tema, veja este guia completo de criptomoedas.
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