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Fluxo ilícito de cripto no Brasil fica mais complexo

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Um novo relatório da Chainalysis revela que os fluxos de recursos ilícitos direcionados a corretoras brasileiras se tornaram mais sofisticados em 2024, com destaque para o uso crescente de criptomoedas por organizações criminosas.

A Chainalysis, empresa especializada em inteligência e rastreamento de transações em blockchain, divulgou na última quinta-feira (18) um relatório detalhado sobre o comportamento dos fluxos de fundos ilícitos com destino a corretoras de criptomoedas no Brasil. O documento aponta para uma transformação relevante na composição dessas movimentações, que vem se consolidando desde 2024.

Segundo a Livecoins, que reportou o estudo, o texto da Chainalysis destaca que a mudança mais significativa está relacionada ao uso de criptomoedas por cartéis e outras organizações do crime organizado. A sofisticação crescente das operações dificulta o rastreamento e a identificação dos responsáveis pelas transferências irregulares.

O cenário reforça um desafio que reguladores e exchanges brasileiras já vinham enfrentando: a adaptação de agentes ilícitos às ferramentas de compliance e monitoramento adotadas pelo setor. Em vez de transações diretas e facilmente rastreáveis, os fluxos passaram a utilizar camadas adicionais de intermediação para dificultar a análise on-chain.

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O que mudou no perfil das transações ilícitas

O relatório da Chainalysis não aponta apenas um aumento no volume de transações suspeitas, mas sim uma mudança qualitativa na forma como esses recursos circulam. A adoção de técnicas mais elaboradas de ofuscação indica que grupos criminosos estão investindo em conhecimento técnico sobre o funcionamento das redes blockchain.

🔗 Maior complexidade

Os fluxos ilícitos passaram a utilizar mais camadas de intermediação, dificultando a identificação dos remetentes originais nas análises on-chain.

🏴‍☠️ Uso por cartéis

A partir de 2024, cartéis passaram a figurar de forma mais expressiva entre os originadores de transações ilícitas rastreadas até corretoras brasileiras.

🛡️ Desafio para exchanges

Corretoras brasileiras precisam aprimorar continuamente suas ferramentas de KYC e monitoramento de transações para acompanhar a evolução das táticas utilizadas.

📊 Inteligência on-chain

Ferramentas como as da Chainalysis seguem sendo centrais para que autoridades e plataformas identifiquem padrões suspeitos em meio ao volume crescente de transações.

Contexto regulatório no Brasil

O Brasil avançou nos últimos anos na regulamentação do setor de criptoativos. O Banco Central assumiu a supervisão das exchanges em 2023 e o marco legal das criptomoedas entrou em vigor no mesmo período, exigindo que corretoras adotem práticas mais rigorosas de prevenção à lavagem de dinheiro (PLD) e financiamento ao terrorismo (FT).

Ainda assim, o relatório da Chainalysis evidencia que a sofisticação dos agentes ilícitos tende a acompanhar — ou até antecipar — as mudanças regulatórias. A análise reforça a necessidade de atualização constante dos mecanismos de compliance por parte das plataformas autorizadas a operar no país.

O que é a Chainalysis?

A Chainalysis é uma das principais empresas globais de análise de blockchain, fornecendo soluções de rastreamento e inteligência de dados para governos, instituições financeiras e corretoras de criptomoedas. Seus relatórios são amplamente utilizados por agências reguladoras e forças policiais ao redor do mundo para investigar crimes financeiros envolvendo ativos digitais.

📌 Nota editorial

Esta reportagem foi baseada em informações publicadas pela Livecoins em 18 de julho de 2025, com base no relatório original da Chainalysis. O KriptoHoje recomenda a leitura do documento completo para análise aprofundada dos dados.

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CEO da KriptoBR, Revenda oficial de carteiras de hardware no Brasil. Acompanha a evolução regulatória do setor de criptoativos no país e seus efeitos práticos sobre quem guarda os próprios ativos.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
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Jefferson Rondolfo
CEO da KriptoBR, Revenda oficial de carteiras de hardware no Brasil. Acompanha a evolução regulatória do setor de criptoativos no país e seus efeitos práticos sobre quem guarda os próprios ativos.

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