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EUA sancionam mais de 130 carteiras ISIS na rede Tron

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O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos sancionou mais de 130 carteiras digitais na rede Tron vinculadas a uma filial do Estado Islâmico na Ásia Central, com fundos bloqueados pela Tether.

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou a aplicação de sanções contra mais de 130 carteiras de criptomoedas hospedadas na blockchain Tron, identificadas como pertencentes ou associadas a integrantes de uma filial do Estado Islâmico (ISIS) com base na Ásia Central. A ação foi coordenada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) e marca mais um desdobramento do uso de ativos digitais por grupos terroristas para movimentação de recursos.

Segundo a Decrypt, os endereços bloqueados estão conectados ao grupo ISIS-K — denominação da filial do Estado Islâmico no Khorasan, região que abrange partes do Afeganistão, Paquistão e países vizinhos da Ásia Central. As carteiras teriam sido utilizadas para captar e transferir recursos destinados ao financiamento de operações do grupo.

A Tether, emissora da stablecoin USDT — a mais utilizada na rede Tron —, agiu em conjunto com as autoridades e congelou os fundos presentes nos endereços identificados. A cooperação entre a empresa privada e o governo americano reacende o debate sobre o papel das stablecoins como instrumento de rastreabilidade e controle em operações ilícitas.

O que são sanções do OFAC em cripto?

O OFAC é o órgão do Tesouro americano responsável por impor sanções econômicas e comerciais. Quando um endereço de carteira é adicionado à lista SDN (Specially Designated Nationals), qualquer pessoa ou empresa americana fica proibida de interagir com aquele endereço. Emissores centralizados, como a Tether, têm a capacidade técnica de congelar saldos diretamente na blockchain, tornando os fundos inacessíveis.

A ação reforça um padrão que vem se consolidando nos últimos anos: o uso de ferramentas de análise de blockchain por agências governamentais para rastrear fluxos financeiros suspeitos em redes públicas. Empresas especializadas em inteligência on-chain colaboram frequentemente com autoridades para mapear clusters de endereços associados a atividades ilícitas antes que as sanções sejam formalizadas.

🔗 Rede envolvida

As mais de 130 carteiras sancionadas estão hospedadas na blockchain Tron, rede conhecida pelo alto volume de transações com stablecoins, especialmente o USDT.

🧊 Congelamento imediato

A Tether bloqueou os fundos presentes nos endereços listados pelo OFAC, impedindo qualquer movimentação dos ativos identificados.

🕵️ Grupo visado

As carteiras estão associadas ao ISIS-K, filial do Estado Islâmico atuante no Khorasan, região que engloba o Afeganistão e países da Ásia Central.

🏛️ Órgão responsável

A operação foi conduzida pelo OFAC, escritório do Departamento do Tesouro americano encarregado de administrar e aplicar sanções econômicas internacionais.

O episódio também traz à tona discussões sobre a descentralização real das redes blockchain. Enquanto protocolos como o Ethereum são frequentemente citados como resistentes à censura, a concentração de stablecoins centralizadas — cujos emissores podem congelar saldos — representa uma camada de controle que coexiste com a infraestrutura descentralizada subjacente.

Leia tambem: guia completo de Ethereum.

📌 Contexto editorial

Este não é o primeiro caso de sanções do OFAC envolvendo criptomoedas. Em 2022, o órgão sancionou o protocolo Tornado Cash, no Ethereum, gerando intenso debate jurídico sobre a possibilidade de se sancionar um smart contract imutável. O caso ISIS-K, no entanto, envolve carteiras controladas por indivíduos identificados, o que torna a ação mais direta sob o arcabouço legal vigente.

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CEO da KriptoBR, Revenda oficial de carteiras de hardware no Brasil. Acompanha a evolução regulatória do setor de criptoativos no país e seus efeitos práticos sobre quem guarda os próprios ativos.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
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Jefferson Rondolfo
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