Um projeto de lei em tramitação no Brasil propõe tornar obrigatória a separação entre o patrimônio das exchanges e os ativos dos clientes — medida que pode mudar o cenário de proteção ao investidor no mercado cripto nacional.
O Brasil avança mais um passo na construção de um marco regulatório para o mercado de criptomoedas. Um projeto de lei em discussão no Congresso Nacional propõe instituir, por meio de lei, a chamada segregação patrimonial nas corretoras de ativos digitais — ou seja, a obrigação de manter os recursos dos clientes completamente separados do patrimônio próprio da empresa.
A proposta é diretamente ligada aos trabalhos da CPI das Pirâmides Financeiras, comissão parlamentar que investigou esquemas fraudulentos no setor cripto brasileiro. Segundo a Exame.com, associações do setor se manifestaram publicamente em defesa do texto, argumentando que a medida é fundamental para dar mais segurança jurídica aos usuários de exchanges no país.
Na prática, o projeto busca garantir que, em caso de falência ou insolvência de uma corretora, os ativos depositados pelos investidores não se misturem com as dívidas da empresa — o que hoje representa um risco real para quem mantém criptomoedas custodiadas em plataformas centralizadas.
Leia tambem: guia completo de criptomoedas.
O que muda com a segregação patrimonial?
Hoje, sem uma lei específica que obrigue essa separação, os clientes de uma exchange que venha a falir podem ter seus ativos tratados como parte da massa falida — ou seja, sujeitos ao pagamento de credores da empresa antes de serem devolvidos aos donos originais. O PL de segregação patrimonial pretende acabar com essa ambiguidade.
O projeto nasce das conclusões da CPI das Pirâmides Financeiras, que revelou vulnerabilidades estruturais no mercado cripto brasileiro e a falta de proteção formal aos investidores.
O mecanismo obriga as exchanges a manterem os ativos dos clientes em contas separadas, impedindo que sejam usados para cobrir obrigações da própria corretora.
Com a lei, em caso de insolvência da corretora, os ativos dos investidores não entrariam na massa falida, garantindo maior chance de recuperação dos fundos.
Associações representativas do mercado de criptoativos no Brasil se posicionaram favoravelmente ao projeto, segundo informações da Exame.com.
Por que isso importa para quem é iniciante?
Quem guarda criptomoedas em exchanges centralizadas assume o risco de que a plataforma quebre ou seja alvo de fraudes. Casos como o da FTX, no exterior, ou de várias corretoras brasileiras investigadas pela CPI, mostram que esse risco é real. A aprovação de um projeto como este representaria uma camada adicional de proteção legal — embora especialistas reforcem que a custódia própria dos ativos, por meio de carteiras físicas, continua sendo a alternativa mais segura.
O debate em torno do projeto reflete um amadurecimento do ambiente regulatório cripto no Brasil. Em 2023, o país já havia aprovado a Lei das Criptomoedas (Lei 14.478/22), que criou um arcabouço geral para o setor. A proposta de segregação patrimonial seria um complemento direto a essa legislação, focado especificamente na proteção dos investidores em situações de crise das plataformas.
📰 Nota Editorial
As informações deste artigo foram baseadas em reportagem da Exame.com, publicada na seção Future of Money. O KriptoHoje reescreve e contextualiza os fatos para o público brasileiro iniciante em criptomoedas, sem qualquer vínculo editorial com as associações citadas na matéria original.
Importante: não damos recomendação de investimento
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O KriptoHoje não é consultor de investimentos e não recomenda a compra, venda ou manutenção de qualquer ativo. Investimento em criptoativos envolve risco elevado de perda total.
Sua custódia, suas regras — proteja seus ativos
A KriptoBR, integrante do mesmo grupo do KriptoHoje, é a maior e mais antiga revenda oficial de hardware wallets do mundo. Trezor, Ledger, SecuX, Yubico e Key-ID.
Mais de 600 mil clientes atendidos em 32 países. Envio direto do Brasil, garantia do fabricante, suporte técnico em português.
Leituras relacionadas
🔐 O que é custódia própria de criptomoedas?Saiba por que guardar seus ativos em uma carteira própria é considerado mais seguro do que deixá-los em exchanges.
📉 O colapso da FTX e suas liçõesO caso da exchange americana que quebrou em 2022 e deixou milhares de investidores sem acesso aos seus fundos.
Este conteúdo é de caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Criptomoedas são ativos voláteis; consulte um profissional antes de investir.
