Guilherme Bettanin, líder da Base no Brasil, avalia que agentes de inteligência artificial realizando pagamentos em cripto podem redesenhar a forma como o mercado digital opera no futuro.
A crescente presença de agentes de inteligência artificial no cotidiano tecnológico começa a levantar questionamentos sérios sobre o papel das criptomoedas nesse novo cenário. Guilherme Bettanin, responsável pela expansão da rede Base — a solução Layer 2 desenvolvida pela Coinbase — no Brasil, é uma das vozes que já analisa esse movimento com atenção.
Segundo a Livecoins, Bettanin concedeu entrevista em que abordou o consumo digital em uma era dominada por agentes autônomos de IA capazes de transacionar valores diretamente em redes cripto. Para o especialista, o impacto desse fenômeno no mercado pode ser profundo e duradouro.
A Base Network é uma das infraestruturas que já se posiciona para atender essa demanda. Por operar como uma camada secundária sobre o Ethereum, oferece transações mais rápidas e com taxas reduzidas — características essenciais para que sistemas automatizados possam executar micropagamentos e operações em escala sem custos proibitivos.
O que são agentes de IA e por que importam para o cripto
Agentes de IA são sistemas autônomos capazes de tomar decisões e executar tarefas sem intervenção humana direta. Quando conectados a carteiras digitais, esses agentes passam a ter a capacidade de movimentar criptoativos de forma programática — pagando por serviços, contratando recursos computacionais ou até negociando entre si em mercados descentralizados.
Esse modelo representa uma mudança conceitual relevante: em vez de humanos realizando transações, seriam máquinas transacionando com máquinas, em tempo real, sem fricções burocráticas. Para redes como a Base, que já processam volumes crescentes de operações, esse cenário pode representar uma expansão significativa de uso.
Agentes de IA podem realizar milhares de micropagamentos por segundo, algo inviável em sistemas financeiros tradicionais.
Redes como a Base reduzem custos e aumentam a capacidade de processamento, tornando viável o uso em escala por sistemas automatizados.
Sem precisar de aprovação humana, agentes de IA podem negociar e liquidar contratos inteligentes diretamente na blockchain.
A natureza sem fronteiras das criptomoedas é compatível com agentes que operam em múltiplos países simultaneamente.
Impacto potencial no Bitcoin e no mercado cripto
Embora o foco da análise de Bettanin recaia sobre a infraestrutura da Base e contratos inteligentes baseados em Ethereum, o debate tem implicações mais amplas para todo o ecossistema cripto — incluindo o Bitcoin. A adoção de IA transacional pode aumentar a demanda por ativos digitais como meio de liquidação, criando novos vetores de uso para criptomoedas consolidadas.
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O que diz o especialista
De acordo com a Livecoins, Guilherme Bettanin avalia que as previsões sobre o impacto dos agentes de IA no mercado cripto já indicam uma transformação em curso. Para o líder da Base no Brasil, a combinação entre autonomia computacional e infraestrutura descentralizada pode resultar em volumes de transação que hoje são difíceis de dimensionar.
O debate ainda é incipiente, mas cresce entre desenvolvedores, pesquisadores e gestores de protocolo. A principal questão não é se os agentes de IA vão transacionar em cripto — mas em que escala e com quais consequências regulatórias isso vai acontecer.
📌 Nota editorial
Este artigo é baseado em entrevista publicada pela Livecoins com Guilherme Bettanin, líder da Base Network no Brasil. O KriptoHoje reproduz e contextualiza as informações com fins informativos, sem endossar previsões de mercado ou projeções de valorização de ativos.
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