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América Latina moveu US$ 1,5 tri em cripto em 3 anos

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Um relatório da empresa Rain aponta que a América Latina movimentou US$ 1,5 trilhão em criptoativos nos últimos três anos, com stablecoins de dólar como principal vetor dessa adoção.

A região latino-americana consolidou-se como um dos mercados cripto mais expressivos do mundo. Segundo dados divulgados pela Rain na última sexta-feira (12), os países da América Latina movimentaram, em conjunto, o equivalente a US$ 1,5 trilhão em criptomoedas ao longo dos últimos três anos — um volume que reflete muito mais do que especulação: aponta para um uso prático e crescente dos ativos digitais no cotidiano financeiro da população.

O levantamento, reportado pelo portal Livecoins, destaca que a maior fatia dessas transações foi conduzida em stablecoins lastreadas no dólar americano. Esse dado não surpreende quando se observa o contexto econômico da região: moedas locais voláteis, sistemas bancários excludentes e custos elevados de remessa criam um ambiente propício para a adoção de alternativas digitais estáveis.

Por que as stablecoins dominam na região

O relatório da Rain elenca três fatores centrais que explicam por que a população latino-americana tem recorrido às criptomoedas — e especialmente às stablecoins — com tanta frequência.

💱 Instabilidade cambial

Países como Argentina e Venezuela convivem com inflação elevada e desvalorização crônica de suas moedas. As stablecoins em dólar funcionam como uma âncora de valor acessível à população comum.

🏦 Acesso bancário limitado

Milhões de latino-americanos ainda não têm conta em banco. As carteiras digitais de criptoativos oferecem uma entrada no sistema financeiro sem burocracia e sem exigências de renda mínima.

💸 Taxas elevadas no sistema tradicional

Transferências internacionais e remessas pelos canais convencionais cobram taxas que podem chegar a dois dígitos percentuais. As redes de blockchain reduzem esse custo de forma significativa.

Esses fatores, combinados, criam uma demanda orgânica por soluções financeiras alternativas. A adoção não é guiada apenas por interesse especulativo, mas por uma necessidade real de preservação de poder de compra e acesso a serviços financeiros básicos.

US$ 1,5 trilhão em três anos

Para ter dimensão do número: US$ 1,5 trilhão equivale a aproximadamente três vezes o PIB anual da Argentina ou mais de seis vezes o PIB do Equador. Trata-se de um volume que coloca a América Latina entre as regiões cripto mais ativas do planeta, ao lado do Sudeste Asiático e da África Subsaariana.

O papel do Bitcoin nesse ecossistema

Embora as stablecoins liderem em volume de transações cotidianas, o Bitcoin segue presente no ecossistema latino-americano como reserva de valor e instrumento de poupança de longo prazo. Em países com restrição ao acesso a dólares físicos, o BTC representa uma alternativa descentralizada e sem fronteiras para proteger patrimônio.

Para quem está começando a entender como o Bitcoin funciona e qual o seu papel dentro da economia digital, o guia completo de Bitcoin para iniciantes da KriptoBR oferece uma base sólida sobre o tema.

📋 Nota editorial

Segundo a Livecoins, o relatório foi publicado pela Rain na sexta-feira, 12 de julho de 2025. O KriptoHoje não teve acesso ao documento original e baseia esta reportagem nas informações divulgadas pelo portal. Recomenda-se a leitura da fonte primária para aprofundamento.

O crescimento do uso de criptoativos na América Latina também tem atraído atenção de reguladores. Brasil, México e Argentina avançam, em ritmos diferentes, na construção de marcos regulatórios para o setor. A formalização do mercado pode tanto ampliar o acesso quanto impor novos limites às operações descentralizadas que hoje movem parte expressiva desse volume.

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Analista de suporte técnico da KriptoBR. Trabalha com suporte a carteiras de hardware e com a documentação de procedimentos de recuperação e verificação de dispositivos.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
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Paulo Henrique
Analista de suporte técnico da KriptoBR. Trabalha com suporte a carteiras de hardware e com a documentação de procedimentos de recuperação e verificação de dispositivos.

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