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Brasil planeja crédito tokenizado de US$ 2 bilhões em RWA

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O Brasil dá um passo concreto rumo à tokenização de ativos financeiros: um plano de crédito avaliado em US$ 2 bilhões e um novo grupo regulatório da CVM colocam o país no centro do debate global sobre RWA.

A tokenização de ativos do mundo real — conhecida pela sigla RWA (Real World Assets) — ganhou um impulso significativo no Brasil. O país estrutura um plano de crédito tokenizado estimado em US$ 2 bilhões, iniciativa que combina tecnologia blockchain com instrumentos financeiros tradicionais para ampliar o acesso ao crédito e modernizar o mercado de capitais nacional.

Segundo a BeInCrypto Brasil, a movimentação envolve tanto o setor privado quanto o regulatório. Em julho, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) constituiu um Grupo de Trabalho exclusivo para debater a tokenização de valores mobiliários, abrangendo temas como registro, custódia, negociação e liquidação de ativos em tecnologia de registro distribuído (DLT).

O grupo também recebeu o mandato de propor um regime regulatório experimental para valores mobiliários tokenizados — um “sandbox” normativo que permitiria testar modelos inovadores com supervisão da autarquia antes de uma regulamentação definitiva.

O que muda com a tokenização de crédito

A tokenização transforma direitos financeiros — como recebíveis, contratos de crédito ou debêntures — em tokens digitais registrados em blockchain. Isso permite fracionamento, negociação mais ágil e acesso de investidores menores a ativos que, historicamente, exigiam grandes volumes de capital ou intermediários custosos.

📋 Grupo de Trabalho da CVM

Criado em julho, analisa registro, custódia e liquidação de valores mobiliários tokenizados, com proposta de regime experimental (sandbox regulatório).

💰 Volume estimado

O plano de crédito tokenizado gira em torno de US$ 2 bilhões, posicionando o Brasil entre os maiores mercados emergentes de RWA do mundo.

🔗 Tecnologia DLT

Contratos e recebíveis passam a ser registrados em redes distribuídas, reduzindo intermediários e aumentando a transparência das operações.

🌎 Contexto global

O mercado global de RWA tokenizados ultrapassa US$ 20 bilhões em 2026, com países como EUA, Singapura e Emirados já com estruturas regulatórias ativas.

Brasil no mapa regulatório do RWA

A iniciativa da CVM não é isolada. O Banco Central do Brasil já vinha pavimentando o caminho com o projeto Drex — a moeda digital de atacado que usa infraestrutura de blockchain para liquidação interbancária. A combinação entre o Drex e a tokenização de ativos privados cria um ecossistema favorável para que o Brasil consolide uma posição de liderança em finanças digitais na América Latina.

A adoção de um regime experimental pela CVM é considerada estratégica por especialistas do setor: permite que empresas testem modelos de negócio sob supervisão regulatória sem precisar aguardar uma legislação definitiva, o que pode levar anos no trâmite legislativo convencional.

O que é um sandbox regulatório?

Um sandbox regulatório é um ambiente controlado onde empresas podem operar com flexibilidade normativa temporária, sob monitoramento do regulador. No contexto da tokenização, permitiria que emissores de ativos digitais testassem estruturas inéditas de captação e liquidação sem incorrer nas exigências plenas da regulação tradicional — reduzindo barreiras de entrada para inovação financeira supervisionada.

O movimento brasileiro acompanha uma tendência global acelerada em 2026, com grandes gestoras e bancos internacionais expandindo operações em RWA. A diferença é que o Brasil aposta em uma abordagem estruturada desde o início, com regulador, banco central e setor privado atuando de forma coordenada.

Para investidores e empresas que atuam com criptoativos no país, acompanhar esse avanço regulatório é fundamental — inclusive para fins fiscais. Leia também: como declarar Bitcoin no IR 2026.

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Analista de suporte técnico da KriptoBR. Trabalha com suporte a carteiras de hardware e com a documentação de procedimentos de recuperação e verificação de dispositivos.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
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Paulo Henrique
Analista de suporte técnico da KriptoBR. Trabalha com suporte a carteiras de hardware e com a documentação de procedimentos de recuperação e verificação de dispositivos.

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