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Brasileiros gastam US$ 2,6 bi em cripto e dobram em um ano

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Dados oficiais revelam que o apetite do brasileiro por criptoativos no exterior cresceu de forma expressiva: os gastos mais que dobraram em apenas doze meses, impulsionados pelo avanço das stablecoins.

O volume de recursos enviados por brasileiros ao exterior para a aquisição de criptoativos atingiu US$ 12,1 bilhões no acumulado até maio de 2025 — uma expansão de 155% em relação ao mesmo período do ano anterior. Somente no mês de maio, o montante chegou a US$ 2,6 bilhões, mais que o dobro registrado em maio de 2024, segundo levantamento divulgado pelo Portal do Bitcoin com base em dados do Banco Central do Brasil.

O crescimento coloca o Brasil em posição de destaque no cenário global de adoção de criptomoedas. O país já figurava entre os maiores mercados emergentes para ativos digitais, e os números mais recentes reforçam essa tendência, que combina interesse especulativo com uso prático de ferramentas como as stablecoins — moedas digitais atreladas a ativos estáveis, em geral o dólar americano.

Stablecoins lideram a demanda por criptoativos

Segundo o Portal do Bitcoin, grande parte do crescimento nos gastos externos com criptoativos é explicada pelo avanço das stablecoins. Tokens como USDT (Tether) e USDC (USD Coin) vêm sendo utilizados por brasileiros tanto como reserva de valor em dólar quanto como instrumento de transferências internacionais — muitas vezes com custos menores do que os praticados pelo sistema bancário tradicional.

A valorização do dólar frente ao real também contribui para o fenômeno: em um cenário de câmbio pressionado, parte dos investidores busca nas stablecoins uma forma de se proteger da desvalorização da moeda nacional sem precisar abrir contas no exterior.

📈 Alta de 155% em um ano

O gasto acumulado de brasileiros com criptoativos no exterior somou US$ 12,1 bilhões até maio de 2025, ante US$ 4,7 bilhões no mesmo período de 2024.

💵 Stablecoins na liderança

Tokens atrelados ao dólar, como USDT e USDC, concentram parcela relevante dos envios, usados tanto como reserva de valor quanto para transferências internacionais.

🟠 Bitcoin ainda presente

O Bitcoin segue como um dos principais ativos buscados pelos brasileiros no exterior, especialmente em períodos de alta do mercado global.

🏦 Radar do Banco Central

O BC monitora os fluxos de câmbio vinculados a criptoativos com crescente atenção, em meio ao debate regulatório sobre stablecoins no Brasil.

Bitcoin e o contexto do mercado global

Além das stablecoins, o Bitcoin permanece como referência central para o investidor brasileiro interessado em criptoativos. A valorização da criptomoeda ao longo de 2024 e os recordes históricos registrados no início de 2025 ampliaram o interesse do público geral, atraindo tanto novos entrantes quanto investidores que já operavam no mercado.

Leia também: guia completo de Bitcoin para iniciantes.

O que dizem os dados oficiais

Segundo o Portal do Bitcoin, os números são extraídos do balanço de pagamentos divulgado pelo Banco Central do Brasil, que contabiliza as saídas de divisas classificadas como gastos com criptoativos no exterior. A metodologia inclui compras diretas em exchanges internacionais e transferências para carteiras fora do país.

O crescimento expressivo também ocorre em um momento em que o marco regulatório brasileiro para criptoativos está em consolidação. O Banco Central avançou na regulamentação das exchanges e no debate sobre a tributação de stablecoins, o que pode influenciar o comportamento dos fluxos nos próximos meses.

📌 Nota editorial

Os valores citados nesta reportagem têm como base a publicação do Portal do Bitcoin, que utilizou dados oficiais do Banco Central do Brasil. O KriptoHoje não realizou apuração independente dos números e recomenda consulta às fontes primárias para análises aprofundadas.

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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O KriptoHoje não é consultor de investimentos e não recomenda a compra, venda ou manutenção de qualquer ativo. Investimento em criptoativos envolve risco elevado de perda total.

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CEO da KriptoBR, Revenda oficial de carteiras de hardware no Brasil. Acompanha a evolução regulatória do setor de criptoativos no país e seus efeitos práticos sobre quem guarda os próprios ativos.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
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Jefferson Rondolfo
CEO da KriptoBR, Revenda oficial de carteiras de hardware no Brasil. Acompanha a evolução regulatória do setor de criptoativos no país e seus efeitos práticos sobre quem guarda os próprios ativos.

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