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CLARITY Act: senadora quer proteger devs cripto de processo

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A senadora americana Cynthia Lummis afirma que o CLARITY Act colocará fim ao cenário em que desenvolvedores de criptomoedas precisam de advogados para saber se seu próprio código é legal.

A senadora republicana Cynthia Lummis voltou a defender publicamente o CLARITY Act, projeto de lei voltado à regulação de ativos digitais nos Estados Unidos. Segundo ela, a legislação seria fundamental para proteger programadores que desenvolvem tecnologias relacionadas a criptomoedas de processos criminais movidos simplesmente pela natureza do código que escrevem.

O argumento central de Lummis tem como pano de fundo o caso do Tornado Cash, protocolo de privacidade baseado em contratos inteligentes cujos desenvolvedores foram indiciados e condenados por autoridades americanas. Para a senadora, criminalizar a escrita de código-fonte representa uma ameaça direta à inovação tecnológica e à liberdade de expressão no setor.

Segundo a BeInCrypto, Lummis declarou que a situação atual é “absurda”, uma vez que desenvolvedores precisam consultar equipes jurídicas antes de publicar qualquer linha de código para saber se estão sujeitos a sanções regulatórias ou penais. O CLARITY Act, na visão dela, estabeleceria critérios objetivos que separariam a responsabilidade do programador da eventual má utilização da ferramenta por terceiros.

O que o CLARITY Act propõe na prática

O projeto busca criar um marco regulatório mais claro para o ecossistema de ativos digitais nos EUA, definindo quais criptoativos se enquadram como commodities e quais são tratados como valores mobiliários — uma divisão de competência entre a CFTC e a SEC que hoje permanece nebulosa e tem gerado conflitos jurídicos recorrentes.

⚖️ Proteção para devs

O CLARITY Act propõe separar a responsabilidade do desenvolvedor do uso que terceiros fazem do protocolo, impedindo que a criação de código seja tratada como crime por si só.

🏛️ Divisão regulatória

O projeto delimita as atribuições entre SEC e CFTC, definindo critérios objetivos para classificar criptoativos como commodity ou valor mobiliário.

🌐 Impacto global

A definição regulatória americana influencia diretamente mercados e desenvolvedores de outros países, incluindo o Brasil, que acompanham o cenário para calibrar seus próprios marcos legais.

🔒 Caso Tornado Cash

A condenação dos desenvolvedores do Tornado Cash se tornou referência no debate: o protocolo foi usado para lavagem de dinheiro por terceiros, mas seus criadores foram responsabilizados penalmente.

O precedente do Tornado Cash

O caso do Tornado Cash é central para entender a urgência da discussão. O protocolo, que funcionava como um mixer de transações em Ethereum para preservar a privacidade dos usuários, foi sancionado pelo Tesouro americano em 2022 e seus desenvolvedores enfrentaram acusações criminais graves.

Código como liberdade de expressão?

Parte dos especialistas jurídicos argumenta que o código-fonte é uma forma de expressão protegida pela Primeira Emenda da Constituição americana. Criminalizar sua escrita, portanto, levantaria questões constitucionais profundas — independentemente de como o software venha a ser utilizado por usuários finais.

A condenação gerou repercussão intensa na comunidade de desenvolvedores de software descentralizado, acendendo o debate sobre até onde vai a responsabilidade de quem cria um protocolo de código aberto — especialmente quando ele opera de forma autônoma, sem controle central.

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📰 Nota editorial

As informações sobre as declarações da senadora Lummis e o CLARITY Act foram apuradas com base na reportagem da BeInCrypto, publicada originalmente em inglês. O KriptoHoje reescreveu e contextualizou o conteúdo de forma independente para o leitor brasileiro.

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CEO da KriptoBR, Revenda oficial de carteiras de hardware no Brasil. Acompanha a evolução regulatória do setor de criptoativos no país e seus efeitos práticos sobre quem guarda os próprios ativos.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
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Jefferson Rondolfo
CEO da KriptoBR, Revenda oficial de carteiras de hardware no Brasil. Acompanha a evolução regulatória do setor de criptoativos no país e seus efeitos práticos sobre quem guarda os próprios ativos.

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