InícioRegulaçãoGlobalHwanchigi: o método que lavou R$ 36 bi em cripto na Coreia

Hwanchigi: o método que lavou R$ 36 bi em cripto na Coreia

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Uma única técnica de lavagem de dinheiro transfronteiriça acumula US$ 6,4 bilhões em transações ilícitas com criptomoedas na Coreia do Sul — e a polícia local admite dificuldades para contê-la.

Desde 2021, a Coreia do Sul registrou aproximadamente US$ 7,1 bilhões em transações ilegais envolvendo criptoativos. Desse total, US$ 6,4 bilhões — quase 90% — passaram por um único método de lavagem transfronteiriça conhecido como Hwanchigi. Os dados foram compilados por autoridades sul-coreanas e amplamente divulgados pela mídia especializada.

Segundo a BeInCrypto, a técnica explora as características de pseudoanonimato das criptomoedas para transferir recursos ilícitos entre fronteiras de forma difícil de rastrear. O mecanismo envolve a conversão de moeda fiduciária em criptoativos — muitas vezes por meio de corretoras em diferentes jurisdições —, seguida de múltiplas camadas de movimentação para dissimular a origem dos fundos.

Redes baseadas em contratos inteligentes, como a do Ethereum, figuram entre as infraestruturas utilizadas nesse tipo de operação, dada a facilidade de programar transferências automáticas entre carteiras sem intermediários tradicionais. Para entender melhor como essa rede funciona, confira o guia completo de Ethereum.

Por que o Hwanchigi é tão difícil de combater?

A principal barreira enfrentada pelas autoridades sul-coreanas está na natureza descentralizada e transfronteiriça das operações. Os criminosos utilizam corretoras em países com menor regulação, dificultando a troca de informações entre jurisdições e tornando as investigações lentas e fragmentadas.

Além disso, o uso de carteiras não custodiadas — nas quais apenas o titular possui as chaves privadas — impede que exchanges ou bancos bloqueiem os fundos de maneira preventiva. Cada camada adicional de movimentação aumenta exponencialmente o trabalho forense necessário para reconstituir a trilha do dinheiro.

💸 Volume total ilícito

US$ 7,1 bilhões em transações ilegais com cripto registrados na Coreia do Sul desde 2021.

🔍 Parcela do Hwanchigi

US$ 6,4 bilhões — cerca de 90% do total — passaram pelo método de lavagem transfronteiriça.

🌐 Jurisdições múltiplas

Operações envolvem corretoras em países com regulação mais frouxa, dificultando a cooperação policial internacional.

🔐 Carteiras não custodiadas

O uso de wallets autogeridas impede bloqueios preventivos por parte de exchanges e instituições financeiras.

Contexto global: cripto e lavagem de dinheiro

O caso sul-coreano não é isolado. Organismos internacionais como o GAFI (Grupo de Ação Financeira Internacional) apontam que a falta de padronização regulatória entre países cria brechas sistêmicas exploradas por redes criminosas. A resposta coordenada entre governos, exchanges e desenvolvedores de ferramentas de análise on-chain é considerada essencial para reduzir esse tipo de crime.

As autoridades sul-coreanas indicaram que estão intensificando o uso de ferramentas de análise on-chain para rastrear movimentações suspeitas e aumentando a pressão sobre corretoras locais para que reforcem seus processos de KYC (Know Your Customer) e AML (Anti-Money Laundering). Mesmo assim, a natureza descentralizada do problema permanece como obstáculo estrutural.

📰 Nota editorial

As informações deste artigo têm como base reportagem publicada pela BeInCrypto e dados levantados por autoridades da Coreia do Sul. O KriptoHoje não teve acesso independente aos relatórios policiais originais e reproduz as informações com fins estritamente jornalísticos e educativos.

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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O KriptoHoje não é consultor de investimentos e não recomenda a compra, venda ou manutenção de qualquer ativo. Investimento em criptoativos envolve risco elevado de perda total.

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