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STJ obriga Google a entregar dados em fraude cripto

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O Superior Tribunal de Justiça negou recurso do Google e ordenou a entrega de dados em um caso de golpe com criptomoedas articulado por criminosos via Tinder e WhatsApp.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que o Google Brasil e a Google LLC forneçam dados de contas de e-mail à Justiça no âmbito de uma investigação sobre fraude com criptomoedas. A decisão, assinada pelo ministro Reynaldo Soares da Fonseca e publicada na quarta-feira (27), veio após as empresas tentarem, sem sucesso, bloquear a ordem judicial por meio de recurso.

Segundo a Livecoins, os golpistas utilizaram os aplicativos Tinder e WhatsApp para se aproximar da vítima e, progressivamente, convencê-la a realizar aportes em criptoativos. A tática é conhecida no setor como pig butchering — um tipo de golpe em que o criminoso constrói um relacionamento afetivo ou de confiança com a vítima antes de induzi-la a transferir recursos.

Com o recurso negado, as plataformas da Google ficam obrigadas a cooperar com a apuração judicial, fornecendo as informações cadastrais e de acesso vinculadas às contas de e-mail utilizadas pelos suspeitos. A medida é relevante para o rastreamento dos responsáveis, já que endereços de e-mail frequentemente estão associados a outros serviços digitais e carteiras de criptomoedas.

Como o golpe foi estruturado

O esquema investigado segue um padrão cada vez mais comum no Brasil e no mundo. Criminosos criam perfis falsos em aplicativos de relacionamento ou grupos de mensagens, estabelecem contato com a vítima e, após conquistar confiança, apresentam supostas oportunidades de investimento em criptomoedas com retornos elevados.

💬 Abordagem via apps

Golpistas usam Tinder e WhatsApp para criar vínculos de confiança com a vítima antes de apresentar o esquema fraudulento.

📧 Rastreamento por e-mail

Dados de contas Google são essenciais para identificar suspeitos, pois frequentemente estão ligados a carteiras digitais e outros serviços.

⚖️ Decisão do STJ

O ministro Reynaldo Soares da Fonseca negou o recurso das empresas, obrigando o Google a cooperar com a investigação judicial.

🐷 Pig Butchering

Modalidade de fraude em que o criminoso “engorda” a confiança da vítima antes de aplicar o golpe e desaparecer com os recursos.

A vítima é então direcionada a plataformas falsas de negociação de criptoativos, onde os depósitos realizados nunca podem ser sacados. Quando tenta resgatar os valores, a pessoa é informada de que precisa pagar taxas adicionais — o que não resolve o problema — ou simplesmente perde o contato com os golpistas.

Proteção começa pelo reconhecimento

Golpes envolvendo criptomoedas cresceram significativamente nos últimos anos no Brasil. Plataformas de relacionamento e aplicativos de mensagens tornaram-se vetores frequentes de abordagem, pois permitem que criminosos construam vínculos emocionais antes de apresentar o esquema. Desconfiar de oportunidades de investimento apresentadas por desconhecidos online é a principal linha de defesa.

A decisão do STJ reforça um precedente importante: big techs não estão isentas de cooperar com investigações criminais no Brasil, mesmo quando os servidores envolvidos estão fora do país. A determinação pode servir de referência para casos semelhantes que tramitam em outras instâncias.

Leia também: como identificar golpes com criptomoedas.

📰 Nota editorial

Esta reportagem foi produzida com base em informações divulgadas pelo portal Livecoins. O KriptoHoje não teve acesso direto aos autos do processo e não identificou os nomes das partes envolvidas, preservando eventuais informações sigilosas da investigação.

Importante: não damos recomendação de investimento

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O KriptoHoje não é consultor de investimentos e não recomenda a compra, venda ou manutenção de qualquer ativo. Investimento em criptoativos envolve risco elevado de perda total.

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