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Uphold sai do Brasil e fixa 30 de novembro para saques

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A plataforma Uphold avisou clientes brasileiros que encerrará o atendimento no país, citando novas exigências de autorização para prestadores de criptoativos, e fixou 30 de novembro como prazo para saques normais.

A Uphold sai do Brasil e deu um prazo curto para quem mantém saldo na plataforma. Segundo a Livecoins, o comunicado foi enviado por e-mail aos usuários, e o dia 30 de novembro será o limite para a retirada normal de saldos.

A empresa justificou a decisão pela introdução de novas exigências de autorização para prestadores de serviços de criptoativos no país. No texto, afirmou que, diante das mudanças, decidiu deixar de atender clientes brasileiros.

Como ficam saques, staking e saldos

A Uphold desativou as ferramentas de renda passiva. Os valores travados em staking serão devolvidos, junto com os rendimentos, até 6 de novembro.

📅 6 de novembro

Data para devolução dos valores em staking com os respectivos rendimentos.

⏳ 30 de novembro

Fim do prazo para saques normais. O saldo restante será convertido em USDC pela cotação de mercado.

Depois dessa conversão, as contas ficarão restritas ao saque de criptoativos para carteiras externas. Não haverá novos depósitos, negociações nem transferências para meios de pagamento vinculados antes do fechamento definitivo do perfil.

Impacto para usuários do Brave e do BAT

A saída atinge a comunidade brasileira do Brave, navegador focado em privacidade com integração à Uphold desde outubro de 2019. A parceria estreou na versão 0.69 para computadores.

No programa Brave Rewards, quem aceita ver anúncios privados recebe 70% da receita publicitária mensal em Basic Attention Token (BAT). Após verificar a identidade na Uphold, o usuário podia sacar os tokens do navegador e trocá-los por moeda fiduciária ou outros criptoativos.

Segundo a Livecoins, a parceria continua em outros países, mas brasileiros ficarão sem esse acesso. Isso pressiona quem tem recompensas acumuladas a resgatá-las antes do prazo.

Calendário regulatório

O cronograma acompanha os prazos das Resoluções 520 e 589 do Banco Central. A data de 6 de novembro coincide com o início da proibição de bancos operarem com corretoras não autorizadas. Já o limite de 30 de novembro reflete a janela de trinta dias para a saída de quem não protocolou pedido de licença até o fim de outubro.

O que isso significa para quem investe no Brasil

Quem tem saldo ou recompensas em BAT na Uphold precisa observar os dois prazos informados pela empresa e checar o e-mail enviado. Após 30 de novembro, só será possível sacar para carteiras externas, já em USDC no caso de saldos remanescentes.

O caso mostra o efeito prático da nova regulação: empresas que não pediram licença no prazo precisam encerrar operações com clientes brasileiros. A Livecoins também cita outras empresas, como Coinbase, Ripple, Nubank e O3 Trade, na corrida pela licença do Banco Central.

Leia também: o que é DeFi e como funciona.

📌 Nota editorial

As informações sobre prazos vêm de comunicado da Uphold reportado pela Livecoins. Clientes devem consultar os canais oficiais da empresa para confirmar procedimentos.

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CEO da KriptoBR, Revenda oficial de carteiras de hardware no Brasil. Acompanha a evolução regulatória do setor de criptoativos no país e seus efeitos práticos sobre quem guarda os próprios ativos.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
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Jefferson Rondolfo
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