Pela segunda semana consecutiva, a Ethereum Foundation desfez-se de 10.000 ETH — equivalente a cerca de US$ 23 milhões — em favor da BitMine, empresa de tesouraria liderada pelo analista Tom Lee.
A Ethereum Foundation voltou a movimentar parte de suas reservas. Segundo a Decrypt, a organização transferiu 10.000 ETH para a BitMine — firma especializada em gestão de tesouraria corporativa — pela segunda semana consecutiva, totalizando ao menos 20.000 ETH negociados com a empresa em um curto intervalo.
Ao preço vigente no momento da operação, o lote mais recente foi avaliado em aproximadamente US$ 23 milhões. A BitMine é liderada por Tom Lee, cofundador da Fundstrat Global Advisors e figura conhecida no mercado de ativos digitais, que tem posicionado a empresa como uma das principais compradoras institucionais de Ether em 2025.
Para quem deseja entender melhor o ativo em questão, a KriptoBR publicou um guia completo de Ethereum com tudo o que iniciantes precisam saber sobre a rede e sua criptomoeda nativa.
O que está por trás das vendas recorrentes?
A Ethereum Foundation mantém uma das maiores reservas de ETH entre organizações sem fins lucrativos do setor. Historicamente, a entidade realiza vendas periódicas para financiar operações, pesquisa e desenvolvimento do protocolo — prática que, embora legítima, costuma gerar debate na comunidade sobre possíveis impactos no preço do ativo.
O que chama atenção desta vez é a recorrência e o destinatário: duas operações em semanas seguidas para a mesma contraparte. Isso sugere um acordo estruturado entre a fundação e a BitMine, ainda que nenhuma das partes tenha confirmado publicamente os termos detalhados do arranjo.
Em duas semanas consecutivas, a Ethereum Foundation vendeu ao menos 20.000 ETH à BitMine, somando cerca de US$ 46 milhões nas duas operações.
Cofundador da Fundstrat Global Advisors, Tom Lee é um dos analistas de Wall Street mais citados no mercado cripto. Ele comanda a BitMine com foco em acumulação institucional de ETH.
As transferências foram identificadas por meio de rastreamento de carteiras públicas na blockchain Ethereum, onde todas as movimentações da fundação são visíveis.
Parte da comunidade questiona o timing das vendas, enquanto outros argumentam que a fundação tem o direito — e a necessidade — de gerir suas reservas de forma sustentável.
Contexto: como a Ethereum Foundation financia suas atividades
A Ethereum Foundation não possui receita operacional tradicional. Seu modelo de sustentabilidade baseia-se, em grande parte, na venda gradual de ETH acumulados desde a ICO original em 2014. A organização publica relatórios periódicos de tesouraria, mas não necessariamente detalha cada operação de venda no momento em que ocorre — o que deixa a comunidade dependente de ferramentas de análise on-chain para acompanhar os movimentos.
📰 Nota editorial
As informações sobre as transações foram reportadas originalmente pela Decrypt, com base em dados públicos da blockchain Ethereum. O KriptoHoje reescreveu e contextualizou o conteúdo de forma independente para o público brasileiro.
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