InícioRegulaçãoBrasilCoinbase critica retenção de cripto por 24 horas no Brasil

Coinbase critica retenção de cripto por 24 horas no Brasil

-

Para a Coinbase, a regra do Banco Central que permite segurar transferências de criptomoedas por até 24 horas pode criar barreiras à inovação e ignorar os controles antifraude das empresas do setor.

A Coinbase criticou a norma do Banco Central que prevê a retenção de cripto por até 24 horas em determinadas transferências para o exterior ou para carteiras de autocustódia. Segundo a Portal do Bitcoin, a exchange vê risco de barreiras desnecessárias à inovação.

A avaliação é de Fabio Plein, diretor regional da Coinbase para as Américas. Ele defende uma regulação que aumente a segurança do mercado sem prejudicar novos serviços financeiros, sobretudo os baseados em stablecoins.

O que prevê a regra sobre retenção de cripto

A crítica se refere à Resolução BCB nº 584, publicada em agosto. Ela permite a retenção cautelar de até 24 horas para transferências de ativos virtuais acima de US$ 10 mil destinadas a prestadoras no exterior ou a carteiras de autocustódia, nas quais o próprio usuário controla seus ativos.

⏱️ Prazo máximo

A retenção pode durar até 24 horas, mas não é bloqueio definitivo. As empresas podem liberar antes, se cumpridos os critérios.

💵 Valor e destino

Vale para transferências superiores a US$ 10 mil ao exterior ou para carteiras de autocustódia.

📅 Vigência

As novas exigências entram em vigor em 1º de janeiro de 2027.

Para Plein, o modelo não leva em conta as características das stablecoins nem os sistemas de monitoramento que as empresas já utilizam. “Acreditamos que o desafio não é desacelerar a inovação, mas criar as condições para que ela avance de forma segura e sustentável”, afirmou.

Stablecoins ganham peso no mercado brasileiro

O executivo citou dados da Receita Federal: as stablecoins responderam por cerca de 80% do volume declarado de criptoativos no Brasil em 2025.

Entre agosto de 2019 e dezembro de 2025, foram registrados R$ 1,13 trilhão em operações com stablecoins, o equivalente a 71,7% do volume dos principais criptoativos no período. Para Plein, os números mostram usos concretos, como transferências, pagamentos e transações internacionais.

Um ponto de divergência central

A retenção preventiva se tornou um dos principais pontos de atrito entre o Banco Central e o setor durante a construção das regras de criptomoedas.

Os argumentos de cada lado

A ABcripto já havia pedido que o BC reconsiderasse a medida. Para a associação, uma retenção baseada sobretudo em valor e destino poderia prejudicar a liquidez e a competitividade das empresas brasileiras. A entidade também alertou que restrições excessivas podem empurrar usuários para plataformas estrangeiras, fora do mercado regulado, o que dificultaria o acompanhamento pelas autoridades.

O Banco Central argumenta que é preciso ampliar a prevenção a fraudes. A preocupação é que criminosos convertam rapidamente recursos ilícitos em stablecoins e os enviem ao exterior ou a carteiras de autocustódia, dificultando rastreamento e recuperação. A retenção daria às instituições mais tempo para identificar operações suspeitas.

Gilneu Vivan, diretor de Regulação e de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do BC, afirmou que as medidas buscam reduzir oportunidades de movimentação de recursos de fraudes e fortalecer a segurança do sistema financeiro.

O que isso significa para quem investe no Brasil

A regra só vale a partir de 1º de janeiro de 2027, e o debate segue em um momento de transição. Desde fevereiro de 2026, o BC supervisiona as prestadoras de serviços de ativos virtuais, com exigências de governança, segurança e prevenção à lavagem de dinheiro.

Empresas que já atuavam no país têm até 30 de outubro para protocolar a primeira etapa do pedido de autorização no novo regime. Quem movimenta valores altos para o exterior ou para carteira própria pode, no futuro, encontrar uma espera de até 24 horas, conforme os critérios das instituições.

Leia tambem: guia completo de criptomoedas.

📝 Nota editorial

O debate coloca de um lado a proteção contra fraudes e, de outro, a competitividade do mercado regulado e a inovação com stablecoins.

Importante: não damos recomendação de investimento

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O KriptoHoje não é consultor de investimentos e não recomenda a compra, venda ou manutenção de qualquer ativo. Investimento em criptoativos envolve risco elevado de perda total.

Autocustódia exige ferramentas confiáveis

A KriptoBR, integrante do mesmo grupo do KriptoHoje, é a maior e mais antiga revenda oficial de hardware wallets do mundo. Trezor, Ledger, SecuX, Yubico e Key-ID.

Mais de 600 mil clientes atendidos em 32 países. Envio direto do Brasil, garantia do fabricante, suporte técnico em português.

Conhecer a KriptoBR

Leituras relacionadas

Este conteúdo é de caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Criptomoedas são ativos voláteis; consulte um profissional antes de investir.

CEO da KriptoBR, Revenda oficial de carteiras de hardware no Brasil. Acompanha a evolução regulatória do setor de criptoativos no país e seus efeitos práticos sobre quem guarda os próprios ativos.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
Newsletter

As notícias que movem o mercado, sem ruído

Um resumo do que realmente importou em cripto e economia, direto no seu e-mail. Sem hype e sem recomendação de investimento.

Jefferson Rondolfo
CEO da KriptoBR, Revenda oficial de carteiras de hardware no Brasil. Acompanha a evolução regulatória do setor de criptoativos no país e seus efeitos práticos sobre quem guarda os próprios ativos.

ULTIMAS NOTÍCIAS

Brasil 8: nova corretora liga-se à Brasil Bitcoin e gera tensão

A Brasil 8, nova corretora com sócios da Brasil Bitcoin, funciona no mesmo endereço e consta como titular do domínio da exchange, em meio a disputa societária.

Bug de 10 anos no XRP Ledger ameaçou a oferta de 100 bi de XRP

Falha de cerca de 10 anos no XRP Ledger poderia ter criado XRP do nada. A Ripple lançou uma correção de emergência que ignorou a votação dos validadores.

Hack da Ledger chega perto de US$ 90 milhões e Tether congela USDT

Investigadores on-chain estimam perdas próximas de US$ 90 milhões em carteiras Ledger. A Tether congelou USDT ligado ao caso, e a fabricante apura um revendedor no Sudeste Asiático.

PF apreende carteiras de criptomoedas em operação no Rio

A PF apreendeu dois dispositivos físicos de carteira de criptomoedas na Operação Magen, no Rio. O grupo é acusado de lavagem, usura e comércio ilegal de armas.

SIGA A GENTE

0FãsCurtir
0SeguidoresSeguir
0SeguidoresSeguir
0InscritosInscrever

MAIS POPULAR